domingo, 17 de outubro de 2010

Liberdade, liberdade


Quando a alma grita até o silêncio escuta. Quando a liberdade é sufocada seu gemido é percebido até na via Láctea. Essas semanas que se passaram foram de um calor e um fervor históricos em nome da liberdade. Palavra tão complicada quanto amor, a liberdade é igualmente usada em muitos sentidos. Do político ao usual, a liberdade é empregada em diversas circunstâncias e aqui cabem duas: O Chinês Liu Xiaobo, preso por se manifestar a favor da democracia e os trinta e três chilenos mineiros presos por uma explosão no local de trabalho. Trinta e quatro almas que deram ao mundo as mais recentes e verdadeiras lições de liberdade ou ao menos da luta por ela. 


Quando os mineiros foram soterrados, acreditou-se que estavam mortos e essa dúvida foi apagada apenas dezessete dias depois que uma sonda captou sons vindo do local onde deveriam em tese haver apenas corpos. Da mesma forma, ao ser preso em 2008, Liu teve digamos assim, o seu soterramento, que uma sonda chamada Nobel da Paz veio mostrar que ele ainda está vivo e que sua boa luta em prol da liberdade e da democracia não foram obras apagadas pelo tempo.
Em um mundo onde muitas e muitas vezes os políticos que estão no poder usam e abusam das manobras para tentar destruir as forças democráticas, principalmente os líderes latinos e africanos, essas duas histórias servem de exemplo para como já dito,  manifestar as expressões do que representa a liberdade e qual a força que estas expressões tem.


Fez-se história. Nada mais, nada menos. Principalmente quando os trinta e três mineiros foram localizados vivos e resgatados vivos e sem ferimentos. Fez-se história ao premiar um ativista político que está encarcerado em alguma prisão imundo na China, que nunca conseguiu enganar o mundo tentando se passar por um país com alma democrática - bancar uma olimpíada não é sinal de boa índole, a Alemanha de Hitler já havia tentado esse caminho, simplesmente porque a democracia e a liberdade são maiores do que pose, são maiores do que imagens.


A esses dois fatos, um encerrado, já que os mineiros saíram da mina para entrar para a história e tendo o outro em andamento, pode-se resumir ou ao menos sentir a maior das expressões que a liberdade tem:


Humanidade.



domingo, 26 de setembro de 2010

Amigo Oculto

"Nada melhor do que descobrir um inimigo, preparar a vingança e depois ir dormir tranquilo" disse Stalin. José Dirceu, pensa o mesmo. No caso, o inimigo são a imprensa, a democracia e a justiça. A vingança será a eleição de Dilma para presidente e a partir daí, ninguém mais poderá ir dormir tranquilamente.
José Dirceu representa a ala de extrema esquerda dentro de um partido de esquerda que é o PT. Dirceu sempre almejou o poder, desde jovem nunca escondeu isso - da mesma forma que nunca escondeu as suas vontades soviéticas. Agora, passado os apuros do Mensalão, e com Dilma liderando as pesquisas para a presidência, Dirceu surge novamente no cenário tapuia, da mesma forma desagradável que aquele parente aparece para pedir dinheiro emprestado.

No episódio do Mensalão, obra do arquiteto Dirceu, o tiro saiu pela culatra. Roberto Jeferson, achou que estava levando pouco - pediu mais, ganhou um não e aí pôs a boca no mundo - o que tirou José Dirceu da Casa Civil e consequentemente da corrida presidencial. Mas não tirou o poder das mãos do já todo poderoso José Dirceu. Ele, continuou mandando nos dois mandatos de Lula, só que atrás das cortinas atuando diretamente nas decisões do planalto e nos estados onde o PT venceu.
Dirceu, apareceu novamente da forma mais bombástica possível - em uma reunião com sindicalistas petroleiros na bahia que acreditava ele ser uma reunião fechadíssima estava na platéia um jornalista - para felicidade geral da nação que claro meteu a caneta nas palavras do líder esquerdopata. O resultado foi como jogar pedra em vespeiro e todo mundo chiou para os absurdos ditos por alguém que deixou claro para que veio ao poder, que sabe muito bem o que fará em Brasília, quando Dilma for eleita - o que aparentemente irá se concretizar. No seus discurso foram expostos um a um os inimigos nada invisíveis dos planos soviéticos, fidelistas e bolivarianos que Dirceu tem para o PT no poder. Destruir a imprensa, a justiça e a liberdade - nada menos do que isso.

Seus planos ganham força a partir do momento em que as duas casas Legislatórias (Senado e Câmara) devem ser renovadas com grande parte de parlamentares petistas e peemedebistas o que deixará o Brasil a um passo de ser a nova Venezuela, aquela que em vista grossa é um país democrático. Foi assim sob o comando de Chavez. Será assim sob o comando de Dilma e Dirceu. A diferença a agora é que Dirceu trabalhará de forma oficial para o governo e não mais de forma oculta como tem sido.
O fato como um todo é que, José Dirceu, de forma curta e grossa deixa claro que o país tomará os rumos do socialismo que havia tentado trilhar em 64. Dizer agora, que um novo golpe militar é exagero pode servir de desculpas, mas dizer que estamos entrando em uma onda vermelha onde Dirceu e Cia transformarão o Planalto em um novo Kremlin e que a Polícia Federal será a MGB do século XXI não é assim tão escabroso.

Aguardemos para ver se o navio chamado democracia, aguenta mais essa tempestade.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sal e Pimenta



A oposição no Brasil existe tanto quanto a democracia na China ou na Nigéria. Um dos maiores problemas do atual cenário político é a exatamente a falta dela. O PSDB entregou os pontos há muito tempo. A direita jogou a toalha antes de começar o primeiro round e claro, tendo a ocasião bem a sua frente a esquerda petista deitou e rolou.
A oposição em tempos não eleitorais deve ser como o sal. Deve temperar a política para que a situação não torne as coisas insossas ou seja corruptíveis como fez o PT ao chegar em Brasília em 2003. Lula e sua turma disseram ser hipertensos e a oposição acreditou.  O Sal, bíblico que é, não esteve na dieta da direita desde que esta tornou-se oposição. A direita, como toda direita, sempre foi considerada elitista e como toda elite não gosta de fazer barulho. PSDB, DEM e Cia limitada esqueceram de salgar o Legislativo e principalmente o Executivo nos últimos oito anos. Lula, faz o que quer, pois não há salmoura que o detenha.

A pimenta que sempre dá um gosto especial para qualquer prato, deveria ser usada em tempos eleitorais e principalmente eleitoreiros. A oposição deveria apimentar as eleições – assim como fez o candidato de extrema esquerda Plínio de Arruda.
Os grão-tucanos entraram na disputa presidencial achando que estavam jogando dama com um vizinho e no final das contas a pimenta entrou nos olhos de todo o tucanado principalmente os de José Serra, que desde sempre tomou caminhos errados nesta campanha – o principal erro foi não ter um discurso de uma direita que está cansada de tanta corrupção nesta terra sem lei. Segundamente Serra fez em alguns momentos discursos que pareciam mais de uma esquerda moderada do que uma direita central – como é a ideologia do PSDB, mesmo tendo como vice um representante da direita quase extrema que é o DEM.

Faltou tempero no molho tucano desde que Sérgio Guerra (senador pelo CE e presidente nacional do PSDB) assumiu a coordenação da campanha de Serra. Guerra já tinha em seu histórico a derrota de Geraldo Alckimin nas eleições passadas, quando Lula se reelegeu com uma mão nas costas. O tom daquela campanha tucana, não destoa muito da atual – os resultados também não. Mas o que é mais preocupante não é o tom e a forma usados pelo PSDB em suas campanhas eleitorais. O que preocupa é justamente a falta de sal e pimenta, ou seja a falta de oposição, que a Oposição não teve força para exercer – ou seria vontade em oito anos de mandato petista. Desde que Lula chegou ao poder, os escândalos de corrupção o acompanharam, a saber: 
  • Mensalão;
  • Morte do prefeito de Santo André;
  •  Dinheiro ilícito;
  • Caixa dois;
  • Artimanhas de seu filho Lulinha que hoje é o dono da Embratel;
  • Ataques contra a imprensa;
  • Espionagem e vazamento de informações confidenciais de adversários políticos.



Em nenhum desses episódios a oposição gritou, chiou, esperneou ou fez qualquer coisa do gênero. Não colocaram nem um pouquinho de sal ou pimenta no banquete de falcatruas que a esquerda petista dá em grande escala país afora e aí a política brasileira cai em uma grande armadilha, pois como disse Benjamim Desraeli, ex-primeiro ministro britânico "nenhum governo pode ser sólido por muito tempo se não tiver uma oposição temível".
Se uma oposição que não é temida, já está enfraquecida, que dirá a total falta dela, como se vê hoje no país.

A oposição, com seus candidatos, que gritam sem nexo nem contexto no deserto, ajudam e muito aos esquerdopatas a permanecerem no poder. Lula tem quase oitenta por cento de aprovação, parte disso é mérito dele a outra parte é demérito da oposição que conseguiu aos pouquinhos marcar um golaço contra a democracia e isso é um mérito todo deles.


domingo, 5 de setembro de 2010

Cala a boca humor

O teste de QI, mede o corpo da inteligência, já o humor, mede a alma. Alma que foi definitivamente exorcizada pela censura no país. Até semana passada, vigorava uma lei que PROIBIA os humoristas de diversos tipos (cartunistas, apresentadores, imitadores e etc) de se manifestar no período eleitoral. Um comediante imitando o Lula, estava fora de cogitação - se fizesse, o comediante ou o veículo a qual pertença  receberia uma multa, simples assim. Na sexta-feira passada, dia 28, essa lei caiu graças ao bom censo de um juiz.
No estado soberano da democracia, a opinião alheia a nossa deve ser respeitada e não calada. Não é de hoje que as pessoas usam do humor para se manifestar contrários a algo ou a alguém e isso ocorre mundo afora. Mas foi aqui, no Brasil que os narizes vermelhos tiveram de se calar. Tudo bem que a lei caiu e que agora isso faz parte do passado, mas o que fica é exatamente a sensação de que a democracia no país varia de acordo com o humor dos governantes. Se, o presidente do país acorda de bom humor - viva estamos salvos por um dia, agora se ele acorda de ressaca -  o que deve ocorrer com certa freqüência, estamos todos perdidos, porque ele vai vomitar marimbondo na Constituição.
A impressão que se tem, ao ver tais fatos, é que o brasileiro não aprendeu nada, mas absolutamente nada com o regime militar que vale lembrar durou vinte anos. Uma geração inteira viveu seus primeiros anos sob a opressão militar que não permitia a liberdade de expressão, fosse no campo artístico ou no jornalístico.


Dessa vez foi o humor, amanhã pode ser a religião e depois a ideologia política. Embora essa idéia seja um tanto dramática, é fato que as grandes opressões e as grandes ditaduras que já existiram no mundo começaram assim, calando alas da população que aparentemente não tinham tanta importância. Exemplos não faltam. A sociedade em pleno século XXI, ainda não tomou conhecimento de seu verdadeiro poder - o poder do voto. Votar não significa apenas ir às urnas no dias das eleições - é preciso mais, é preciso uma espécie de "pós-venda" do voto, simplificando: os eleitores tem mesmo total conhecimento das idéias de seus candidatos ? Infelizmente a resposta é um sonoro não.
Houve essa tentativa de calar os humoristas, que até poderiam ficar mudos, mas cegos jamais - daí os protestos em forma de humor, daí a indignação que usa do riso para se manifestar e principalmente pensar. Jerry Seinfeld pai do Standard Comedy, disse certa vez que não existe nada mais real e verdadeiro do que a comédia. Se alguém contar uma piada e ela realmente não for engraçada e inteligente, quem  escuta não rirá, e no Brasil, não existem verdades maiores dentro do cenário político do que as piadas feitas a respeito da má governança dos políticos.


Mas cabe aqui uma colocação: os humoristas estavam proibidos de se manifestar. Mas é permitido a qualquer tipo de pessoa se candidatar aos cargos públicos, inclusive palhaços profissionais. Sim, viver a plena democracia significa dar espaço para todos, mas deixar que pessoas sem a menor qualificação técnica engajem na vida política, fazendo parte do Legislativo e do Executivo, é uma piada de tremendo mau gosto. Um dos maiores problemas do Brasil é exatamente esse - permitir que qualquer um candidate-se a cargos públicos da magnitude dos Poderes. Até hoje é difícil aceitar que o presidente do país não tenha uma faculdade. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), órgão máximo de controle eleitoral no país, nunca se manifestou contra essas situações.
Tentar calar o humor, justificando que as piadas eram deboche dos candidatos, foi um verdadeiro tiro no pé, por parte dos que redigiram tal lei. Não é que os humoristas vão se vingar, mas a fenda aberta talvez jamais se feche novamente. Deve-se tentar acabar com a corrupção e consequentemente calar os corruptos - preferencialmente colocando-os atrás das grades.


Para finalizar e lembrando um dos humoristas mais conhecidos do país, se entrevistassem Tião Macalé a respeito desse episódio ele com certeza diria: NOGEEENNTTOOO !!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

A Terra é redonda

A Terra é azul”, disse o primeiro homem a ir para o espaço. Yuri Gagari, Russo ou Soviético para ser corretamente temporal citou aquela que é uma das frases mais conhecidas pela modernidade. Nosso céu é azul, nossa atmosfera idem. Isso no campo biológico. No campo político, o nosso céu é cinza, nossa atmosfera idem.
Vive-se um momento único no mundo. Aqui, na América Latina, a corrupção e a esquerda andam de mãos dadas com o comunismo que teima em se manter vivo e ganha cada vez mais força graças ao capitalismo de Estado. Na Ásia, a China tornou-se a segunda maior economia do mundo deixando para trás os seus visinhos nipônicos graças à corrupção, à mão-de-obra escrava e ao capitalismo de Estado, fruto chinês que um dia fará o mundo passar fome, assim como outro produto made in Pequim – a pirataria, e o Irã está se armando belicamente da mesma forma que a Alemanha se armou antes de começar a segunda guerra mundial na década de 40. Louco por louco, Hitler fez o Holocausto, Mahmoud Ahmadinejad o nega. Nega mas prepara-se para fazer um para chamar de seu, já que o do titio Adolf soa como mentira conspiratória do Ocidente.
No velho continente, há velhos problemas. A xenofobia francesa é de dar cala frios tanto quando se assiste a um filme de Rob Zombie e a corrupção na Itália rivaliza com a brasileira para ver qual congresso é mais corrupto e ineficaz. Na terra de Marcel Proust, o atual presidente Nicolas Sarkozy, tenta a todo custo banir das terras francesas, os ciganos e persegue sem pudor os seguidores de Alá. Parte desses ataques derivam da ainda remanescente crise econômica-financeira-mundial que atingiu a todos no último ano e que o presidente brasileiro quis fazer acreditar que não passava de uma “marolinha”. Com a extinção de vários empregos, muitos franceses tiveram medo dos estrangeiros, pois passaram a competir com eles pelos chamados sub-empregos. Na terra de Dante Alighieri, o atual e sempre primeiro ministro Silvio Berlusconi mescla seus escândalos entre sexuais e de corrupção e os italianos até hoje não conseguiram explicações de por que todo lixo do país vai para Nápoles. Silvio deve ter a resposta.
Na América Latina o que estava bom ficou ruim e o que já estava ruim ficou ou ficará, pior ainda. Chavez, Lula e companhia marxisita e bolivariana estão conseguindo transformar a América Sulista no cotovelo do mundo, não serve para nada e só é lembrado quando dói. Ou seja, tudo o que a fraca democracia construiu nesses países a partir do final dos anos oitenta, está sendo posto abaixo pelas marretadas de todos esses governantes de esquerda que ao que parece não deixarão seus tronos tão cedo.

Para nosso alento, temos nossos amigos e irmãos africanos que tem conseguido obter mais resultados positivos do que negativos nas suas empreitadas, mesmo tendo o pior cenário do mundo e isso observando praticamente todos os aspectos da vida humana na terra, que lembremos é azul. Lá, os países estão começando a descobrir os benefícios da boa democracia e das eleições limpas. Sediaram a última copa do mundo de futebol, mas tal evento além de criar elefantes brancos em plena África serviu para mostrar uma África do Sul em mutação favorável ao povo e conseqüentemente a tendência serve para senão todos, pelo menos para a maioria dos países africanos, principalmente para os países da chamada “África Negra”, onde segundo a Organização Mundial da Saúde existem os piores índices de desenvolvimento.
Na terra do tio Sam, ou de Edgar Allan Poe, Barack Husseim Obama, mostra que é melhor na teoria do que na prática e que esta última sempre é bem mais difícil do que a primeira, mas a história o colocará como o FHC americano. A pessoa certa na época das turbulências como disse Allan Greenspan, CEO do FED, o banco central americano, que ao escrever sua biografia previu a bolha imobiliária americana em 2006, a mesma bolha que desencadeou a crise em meados de 2008. Alguns dizem que com a crise, o império americano chegou ao fim, outros dizem que é preciso mais do que isso para destruir as garras da águia da liberdade, que elas estão muito bem encravadas na atual sociedade global. De fato, a crise criou uma fissura no cristal chamado capitalismo democrático e expos não apenas a fragilidade de um sistema secular, mas também as extravagâncias dos lobos de Wall Street, que diga-se trataram os atos financeiros como crianças em uma doceria e o mundo sentiu o resultados das guloseimas. Mas estando quebrados ou não, os ianques são muito fortes no cenário econômico e possuem ainda a maior força bélica e militar do planeta, sem mencionar que são a mais importante democracia no mundo e que sempre serviram de exemplo e inspiração para outras nações.

Dentre todos estes cenários, caóticos em sua maioria, a Terra azul como sempre, ainda não se viu em queda livre diante de todas estas catástrofes apocalípticas que vislumbram no horizonte, seja americano, asiático ou europeu, horizonte que ainda verá por alguns anos um céu cinza escuro pendendo para o negro absoluto. Escuridão que tem nome e habitat natural - a corrupção, que habita o caráter dos governantes ou a falta dele. Ela, a corrupção, não deixará de existir, afinal estamos falando da vida real e não de um conto de fadas, mas ela deverá ser  devidamente combatida e posta em seu lugar – a cadeia, para que o mundo possa voltar a respirar o oxigênio democrático denominado justiça. A falta de justiça unida às idéias e a liberdade corrompida das gestões esquerdopatas, levam a sociedade diretamente para o fundo do posso e como a corrupção é uma escavadeira dos princípios morais e legais das sociedades civilizadas, ao se chegar ao fim do poço, descobre-se que ainda há um alçapão. Esse alçapão existe porque a ala que deveria proteger os interesses das nações, muitas vezes fica de mãos atadas ou simplesmente faz parte do jogo. Legislativo, Judiciário e a Imprensa, fazem corpo mole ao que deveria muitas vezes ser tratado a ferro e fogo – e isso não implica em se fazer uma ditadura branca, mas em se fazer justiça. Ela, além de cega é inerte e não existe sozinha, precisa de instituições democráticas para ser posta em prática, da mesma forma que um pão para ser assado, precisa ser levado ao forno, por que caso não vá, a massa azeda e em se tratando da sociedade atual, a massa já está quase que em estado de podridão.
Os poderes existem no contexto fiscalizador. O Legislativo fiscaliza e cobra o Executivo, o Executivo fiscaliza o Legislativo no que tange a formação das leis e ambos são fiscalizados pelo Judiciário. Os três poderes existem tanto nas democracias republicanas, que tem no cargo do Executivo um presidente, quanto nas monarquias constitucionais, que possuem a Corte e um membro que exerce o poder do Executivo – normalmente um primeiro ministro. Mas independentemente da formação de poder nesses países em ambos a Imprensa exerce um papel fundamental. Ela, que em teoria é autônoma e independente a qual força está no poder fiscaliza os três poderes, para que todos exerçam corretamente seu papel a que foram designados e principalmente não atuem em excessos que vão diretamente contra a Constituição e a ordem democrática, reflexo da corrupção.


A via é de mão única. Ou toma-se partido favorável à democracia, embora de forma tardia ou o mundo redondo que é, será sim aquela aldeia global mencionada por Marshall McLuhan, mas não pelos avanços tecnológicos e sim pelo total retrocesso nos processos sociais. A nossa aldeia será um gigantesco Gulag.

domingo, 15 de agosto de 2010

Ladeira abaixo

Um dos maiores benefícios da democracia, é a troca de poder. As eleições marcam sempre o início de um novo estágio na democracia de um Estado, e por conseqüência os resultados das eleições escrevem as mais novas páginas da história de uma nação, tanto para o bem quanto para o mau. Ainda nessa análise, a democracia permite um espaçamento maior de possibilidades para quem já está no poder, as reeleições. Faz parte do processo democrático de diversos Estados a re-análise do atual gestor para que ele possa continuar no poder, participando do pleito democrático como todos os outros candidatos.  Adentrando no caso tapuia e nos casos latinos, caso venhamos a analisar os últimos resultados das eleições, veremos que (quase) todos os candidatos que já estavam no poder, por lá ficaram ou então, conseguiram fazer ascender ao poder o seu sucessor. Nesse aspecto, tanto os partidos de ideologias de direita e de esquerda, conseguiram esse feito.

Não é um ataque à democracia, pelo menos não explícito. Vejamos: A troca periódica de poder é marca registrada da boa democracia - o oposto chama-se ditadura. Quando alguém ou quando um partido permanece demais no poder, a democracia se esvai tanto quanto o Superman quando vê criptonita, basta atravessar o atlântico para ver nos países Africanos, casos e mais casos de ditadores que chegaram ao poder há mais de vinte anos, usando-se algumas vezes das veias democráticas e nunca mais deixaram o trono e se o fizeram, antes colocaram algum filho no seu lugar para dar continuidade ao seu reinado. Nos casos alem mar, ou seja, por aqui, as coisas tem se encaminhado por essa estrada que muitas vezes leva a caminhos sombrios. O PT nunca escondeu seus planos para se tornar o dono da América Latina, e no processo que elegeu e principalmente reelegeu Lula, muito esgoto podre passou por baixo dessa ponte: a tentativa de implantar o terceiro mandato, o Mensalão, a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, as alianças com os Sarney, com o ex-presidente Collor, com as FARC, as diversas tentativas de acabar com a imprensa livre, a expulsão dos radicais de extrema esquerda do partido, muitos dos quais eram fundadores do PT. As associações escusas com países como Rússia de Vladimir Putin, Cuba dos irmãos Fidel, a Venezuela de Hugo Chavez.

Lula, jamais teve a idéia de deixar o poder, desde que aportou no palácio do planalto em janeiro de 2003 já tinha planos para a reeleição e até mesmo nome para sua sucessão em 2010 - José Dirceu. No caso, apenas trocaram as moscas, mas o plano ainda é o mesmo.
Acreditar que Lula era uma mudança positiva, foi um acerto até a página três dessa história. Que a mudança de poder entre a direita tucana pela esquerda petista foi um dos grandes marcos da história democrática brasileira, não há dúvidas. Mas o que já era de se esperar também aconteceu. A "PTlização" do Estado. Lula, chama o país de seu e em sua mente ele não está sendo metafórico, pois acredita que o estado é seu por direito e dever e está fazendo de tudo para se manter em Brasília. 
Aos poucos o esquema petista de estatizar o Estado como sendo seu próprio patrimônio tem sido posto em prática. Primeiramente a eleição de Lula, depois o mensalão que justificaria o segundo mandato de Lula e que culminou com a queda de nomes como José Dirceu e Pallocci e com a morte de Celso Daniel. Posteriormente Lula, acabou com o diploma de Jornalista ou seja eles foram cassados de forma branca. No campo econômico, Lula monopolizou juntamente em parcerias com grandes empresas os grandes mercados existentes: telefonia, ferro, aço, combustíveis e por aí vai e claro, tudo isso impulsionado pelo Capitalismo de Estado muito bem copiado dos comunistas Chineses.


Lula inchou  a máquina, contratando e contratando sem pensar no amanhã, resultado: hoje nos órgãos públicos há dois para servir o cafezinho onde antes não existia nenhum e claro que ele poderá contar com o votos de todos para ele próprio, para Dilma e até para o Bozo, caso este último passe a usar roupa vermelha.
Nessa estrada, observe-se, só existe uma via e ela é uma ladeira enorme, que nessa velocidade e direção levará o Brasil para um futuro totalmente confuso afinal a bússola que norteia a democracia conhecida como troca do poder está quebrada. Os esquerdistas do PT darão ao país mais do que uma década perdida nos mais diferentes pontos a contabilizar os principais e essenciais: educação, economia, ética, moral, justiça e liberdade. Todos esses fatores, alguns dos quais são os pilares de uma sociedade correta estão sendo corroídos pelas idéias petistas e estarão totalmente arruinados no final do seu mandato , se é que esse um dia terá fim. O que nos faz lembrar dos Nazistas que ocupavam o leste europeu durante a segunda grande guerra. Quando viram que iriam perder a guerra e que não havia mais chance de vitória, eles destruíram tudo o que puderam em cidades como Praga, Varsóvia, Viena e outras mais. 


No caso brasileiro, o cheiro é muito parecido. Há de se imagina que caso os petistas um dia, distante é claro, tenham que abdicar do osso, irão preferir o golpe e a destruição das ruínas que ainda tiveram restado.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Panorama

Aristóteles, um dos mais famosos e importantes filósofos gregos, disse: " É preciso prestar atenção na qualidade de nossos atos" e disso isso há muito tempo atrás, tanto tempo que ao que parece os eleitores brasileiros esqueceram-se disso, se é que chegaram a tomar conhecimento dessa frase. Os eleitores e também os órgãos que permitem e regem as eleições. A quantidade de candidatos aos mais diversos cargos é grande, já a qualidade é no mínimo duvidosa. O Portal EXAME, lançou nessa semana uma matéria a respeito daquelas pessoas que por diversos motivos tornaram-se famosas e consequentemente públicas e que usam dessa "fama" para pleitear seu espaço nos bastidores do poder. Tratam-se de cantores dos mais variados ritmos, apresentadores de TV, humoristas, ex-participantes de reallity shows, esportistas, ex-jogadores, ex-lutadores e por aí vai. A feira está aberta, mas apenas temos frutas podres. Por falar nelas na lista também há mulheres de todos os tipos, filé, melancia, morango e se procurar bem encontra-se até a mulher banana. O que seria muito cômico, tornou-se altamente preocupante. Afinal, qual é o preparo que essas pessoas tem para lidar com o que querem lidar ? Essas pessoas tentam vagas como deputados estaduais e federais e ao senado. Mas uma das muitas dúvidas é: eles sabem elaborar leis ? Sabem fiscalizar o que o Executivo está fazendo ? Sabem lidar com todas as questões que envolvem um país ? Pois é para isso que existem os cargos a que eles tanto desejam empossar. 

Que a democracia é o estado mais civilizado para a governança, todos sabem. Que a democracia é a institucionalização da voz de todos, senão da maioria, todos também sabem. Mas permitir que qualquer pessoa sem o menor preparo chegue ao poder legislatório é bem mais complicado. Muito se cobrou a respeito do presidente Lula não ter estudado o suficiente para ser gari, que dirá presidente de uma nação, mas muitos dos que questionam isso, estão hoje pensando em levar as urnas o seu voto de confiança nas pessoas cujo o histórico público, limita-se aos famosos quinze minutos de fama. A democracia, se tivesse binóculos veria muitas nuvens no horizonte, afinal os que irão rege-la não sabem a diferença entre um tamborim e um piano.
Quando o filósofo disse que devemos prestar atenção na qualidade dos nossos atos, muito seguramente ele não imaginou que o congresso estaria tomado por figuras bizarras como as que temos para escolher, mas muito certamente ele estava cutucando pessoas que guardadas as proporções de épocas, não seriam muito diferentes das pessoas que temos hoje. A massa é guiada por esses que buscam a fama e nada mais. Quando a fama acaba, afinal, são apenas quinze minutos, como prescreveu Andy Arhol lá nos anos oitenta essas celebridades de boteco, buscam manter-se sob os holofotes usando a política para tais fins. E muitas vezes o resultado esperado é o resultado obtido.
É claro que não são apenas os louros da fama que estão em jogo, afinal, os poderes e o prestígio de um deputado ou senador não são para qualquer um - e o enriquecimento ilícito também.
No ano passado, em uma pesquisa a despeito dos trabalhos da câmara legislativa da cidade de São Paulo, que tem a sua bancada de celebridades é bom mencionar, registrou-se que a maior parte das leis e regimentos aprovados durante o ano, foi em prol da troca de nomes e batismos das ruas da maior cidade do país, ou para ficar bonito na foto a alteração de logradouros.

Aqui vale a pergunta: Esse trem tem volta ? Essa febre de celebridades instantâneas que buscam o voto dos demais simplesmente porque são ou eram famosos vai nos levar para qual estação ? A democracia corre perigo ao ter essas pessoas nos cargos que em tese, deveriam ser ocupados por pessoas capazes de bem gerar todos os recursos que os cargos dão. Até onde consta um borracheiro não pode operar coração. Porque então um ex-jogador de futebol ou uma funkeira podem ascender ao poder para ditar nossas leis, nossas regras ?
Legislar é trabalho muito sério e que envolve muitas visões, pois os deputados e senadores devem defender os seus estados e a nação em todas as esferas possíveis e imagináveis. Um diploma de alguma coisa cairia bem nessas horas. Mas a lista integra pessoas que mau sabem ler e escrever, que dirá compreender e criar leis.
Nesse panorama sobre o nosso legislativo, pode-se verificar que o povo não irá votar no menos pior, mas votará no mais famoso e mais queridinho do momento, seja esse candidato apto ou não, ex-jogador ou ex-celebridade, fruta ou bomba.