sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E Ele Chegou. É Natal de Jesus.

Contam os católicos que tudo começou com Gabriel fazendo uma visita à Maria para lhe anunciar a vinda do filho de Deus. Como amamos o Cristo e como amamos Maria por dizer sim.
Contam os protestantes que tudo começou com Gabriel fazendo uma visita à Maria para lhe anunciar a vinda do filho de Deus. Os protestantes amam o Cristo, mas não ligam para Maria.
Contam os judeus que tudo já tinha começado e que Gabriel fez uma visita à Maria para lhe anunciar a vinda de um profeta de nome Jesus, aquele que seria o Cristo. Os Judeus não ligam nem para o Cristo e nem para Maria.
Os ateus dizem que tudo isto não passa de mentira. Que nunca existiu Gabriel, nem Maria, nem Cristo muito meus Deus.

Na verdade as coisas não começaram com o arcanjo Gabriel visitando Maria, para lhe dar a mais bela das boas novas. Tudo começou muito antes, antes da física explicar a origem do universo. Antes dos contos judaicos do livro do gênesis e toda sua turma: Adão, Eva, Cain, Abel, Noé, etc. Tudo começou no sempre, pois Pai, Filho e Espírito Santo existem sempre, são três e um, juntos e ao mesmo tempo e assim sendo os três fizeram-se presentes no nosso mundo humano.

O Pai, criou o céu espiritual, a terra, as coisas visíveis e invisíveis e nos enviou o filho, lá com Gabriel, Maria, José, a cidade de Nazaré e tudo o mais.
O Filho, nos deu ensinamentos, fundou a Igreja, mostrou como se ama, morreu numa cruz assassinado como se fosse um bandido, ressuscitou, sim Ele ressuscitou e voltou para o Pai, depois sua mãe, Maria, também foi levada aos Céus. Os católicos entendem. Os protestantes e os judeus não muito.
O Espírito, aqui ficou, foi a bússola da igreja primitiva, dos primeiros santos, e nos guia até hoje neste mundão de Deus. O Espírito é um presentão do Pai e do Filho para todos nós, sejamos católicos, protestantes ou judeus.. O Espírito veio até para os ateus.

E Neste Natal, de Jesus de Nazaré, independente do seu ponto de vista sobre religião e sobre Deus, este blogueiro deseja a todos:

UM FELIZ NATAL !!!




domingo, 18 de dezembro de 2011

Vida e Luz

Ohh vida minha. Quantas vezes sou um peso pra ti. Oh vida minha quantas vezes és um bálsamo para esta pobre alma velha que insiste em percorrer os caminhos que tu me das neste mundão sem porteira de meu Deus.
O que podemos esperar da vida sempre é e será uma grande pergunta. Queremos tudo, pois achamos que devemos ter tudo. Muitas vezes achamos que devemos ser também.
Neste caminho encontramos pessoas, situações, fatos e atos, bons e ruins. 


A vida, nos proporciona muitas coisas, nos dá diversos caminhos e nos contratos sociais que assinamos ao viver, temos de escolher entre os quais percorrer. Ela, nos dá caminhos fáceis que inúmeras vezes possuem curvas esburacadas e sombrias. Igualmente temos estradas que nos conduzem a vales lindos de vida e verde.


Mas num repente, muitas vezes, mais pela dor do que pelo amor, descobrimos que no fim desta estrada existe uma luz. E apenas esta luz está conosco no sempre, nem no pretérito e nem no futuro, mas no sempre. Realmente, tudo passa: as pessoas, os lugares, os sentimentos, mas somente Tu Senhor permanece. Permanece nos lindos vales, mas também nas estradas sombrias..


E nestas estradas Senhor, onde nunca falamos de Ti, neste silêncio mortal, Tu gritas. No silêncio Deus grita.. Ruge como um leão sedento. Sedento não de fome ou sangue, mas ruge para nos acordar. Na dor, displicentes humanos que somos olhamos para esta Luz. E cegos que somos por natureza, enxergamos que apenas Tu permanece.


Antigo mas tão novo, antiquado mas tão moderno. Luz bela, luz que ascende nossas vidas, neste vale de morte e podridão que tantas vezes vivemos.
Beleza sem fim a tua, que nós não percebemos, justamente nós humanos que caçamos a beleza como a mais primordial das coisas. Seria engraçado se não fosse irônico. Tão tarde te amei ó beleza infinita, imutável.


A vida que segue, só é vida quando estamos perto do pastor. Ovelhas negras e tristes que pastam à toa, sem sentido, sem norte...
Nesta vida, a única vida que permanece é a tua. E como não vemos esta luz, o Senhor, paciente e bondoso, nos fez ver-se humano. Pobre, perseguido, humilde. Assim nasceu o Rei. Sem cetro, coroa ou trono. Sem ouro, pompa, circunstância ou corte. Rei de todos, rei nosso. Somos sim teus súditos, teu exército, teus operários nesta messe infinita, tuas ovelhas. 


Nos deu a sua vida, em Cruz, corpo, sangue alma e divindade. Luz infinita és tu verdadeiro Rei, certos de que tu é a luz eterna, a chama que jamais se apaga.


Porque somente Tu permanece sempre.



sábado, 22 de outubro de 2011

Crônicas Imperfeitas - Coisas Simples

As crônicas Imperfeitas agora são também o nome do blog, então vamos lá para mais groselhas:

O que é simples para você? Geralmente altos graduados em RH nos questionam isto naquelas débeis, inúteis e chatas dinâmicas de grupo. Usualmente não sei responder. Talvez porque a faculdade não tenha me ensinado isto. Vi economia, administração, marketing, etc, etc e tal, mas não me recordo das aulas de simplicidade. 
Agora, numa tentativa nada acadêmica, porque de academia eu fujo como o Romário fugia dos treinos de futebol, vou tentar simplificar tudo e falar da simplicidade que tanto tem feito falta nas prateleiras deste mercado chamado vida moderna, ou como diriam lá no interior - modernosa.

Simples é pão na chapa com pingado em copo americano. Simples é arroz, feijão, bife (mal passado) e batata frita - minha mãe ainda incluiria nesta simplicidade uma "saladinha". Mas estas eu não como. Não sou coelho. Simples é cheiro de chuva, essa é boa. Percebeu que nas coisas simples a chuva até tem cheiro? Mais simples que o cheirinho de terra molhada é tomar banho de chuva. Simples é fazer o que se gosta por mais brega ou cafona que isto pareça. Ou vai me dizer que você jogou fora a coleção de figurinhas só porque cresceu? Sério? Hummm.. Então você vai dizer também que nunca mais se pegou brincando de carrinho nem que fosse com o celular? 

Bom, criança simples vira adulto simples e viver a vida com uma visão simplificada é tão mais prático. Max Weber, George W. Bush e João Dória Jr. que me desculpem, mas o simples é mais feliz. Sabe aquele papo de estilista que diz que "o cinza é o novo bege"? Então, se eles entendessem de simplicidade diriam que o simples é o novo simples.

Mas como podemos cobrar destes senhores simplicidade? Hoje em dia o cidadão acorda, cedo pra burro diga-se, e já está atrasado. O rádio relógio já é peça de museu, ai você escuta "meu celular não despertou" - não sabia que ele também dormia, sempre respondo isto. Já acordado o cabra pega um trânsito dos diabos para chegar no trabalho. Se estiver chovendo então esquece, as básicas duas horas para ir para o escritório viram três e meia, com direito a um quase infarto. Mas para que se preocupar. Este mesmo sujeito tem dois celulares (um blackberry e um Iphone) e claro que não poderia faltar o rádio Nextel. Tem notebook e aquele pinguelinho de banda larga 3G para uso móvel. O escritório está no carro para que se preocupar né não? Ué, se estava no carro também estava na casa então para que sair dela para ir para o próprio escritório. Ahh sim claro, estes senhores não são simples...
O simples é prático, vê o mundo com olhos de criança que se lambuza comendo resto de massa de bolo que fica no pote e não como um adulto fissurado por emagrecer que vive devorando barras de cereal.


Conheço pessoas que vivem relacionamentos simples que duram uma vida inteira. Um dos problemas do "simples" é justamente isto. Ele existe para projetos de longo prazo, mas com tantas correrias nossas do dia-a-dia o prático substitui a simplicidade. E este prático tem um quê de globalização e agilidade muito fortes para serem simplificados por nós.
Dizem que Deus é simples. Tenho uma idéia muito peculiar sobre esta simplicidade. Deus às vezes me parece uma criança brincando com o baldinho de areia numa praia deserta num por-do-sol. O baldinho é o mundo,  a vida. A areia em seus infinitos grãos, somos nós. O fim do dia é o tempo simples e eterno do Divino, do celestial. Qualquer coisa além passa a ser complicado. Simples assim.















quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Crônicas Imperfeitas - Gênios nossos


A gente cresce ouvindo que temos que ser o melhor no que fazemos. Temos sempre que dar o melhor de nós em tudo o que nos acontece, no relacionamento, na família, com os amigos, na faculdade, no trabalho. Muitas e muitas vezes isso é trabalhoso, desgastante como atravessar um caminho feito com brasas. Outras vezes, ser o melhor no que fazemos é tão fácil quanto amarrar o cadarço do tênis. Para estes, nós damos o nome de gênios.

Antigamente a inteligência das pessoas era medida pelo famoso Q.I. mas o tempo passa, o mundo gira. Hoje QI tá mais pra “quem indica” do que para uma forma de medir nossa capacidade intelectual. Diz, a psicologia moderna, que existem vários tipos de inteligência: a musical, a emocional e por aí vai. Gosto da inteligência gastronômica. Saber cozinhar é um dom. E de dom todos os gênios tem bastante. E de gênios, não vou me atrever a definir quem são, pois os temos aos poucos. E estes poucos estão nos deixando.
Gênio que é gênio foge aquela regra básica de que “ninguém é insubstituível”. Não é uma ova. Onde está o novo Mozart? Onde está o novo Dostoievski? Onde está a nova Tarsila? Onde está o novo Senna? Onde senhoras e senhores, meninas e meninos, está o novo Steve Jobs?

Os gênios estão se indo..

Mas, os gênios não necessariamente precisam ser famosos, pessoas históricas. Os gênios nossos de todo dia, são em sua maioria anônimos neste mundão grande de meu Deus sem porteira e sem fronteiras.
Fala pra mim se pegar aquele atalho sem trânsito não é algo genial – dica do colega de trabalho com quem você mal conversava. Ou então, devorar aquele cachorro quente daquela barraca que tem aquele “tio” que faz aquele lanche com aquele purê? depois de um dia de cão?  Pode ser a mãe, um tio, um amigo do peito. Gênio que é gênio faz coisas simples, ou melhor, faz do caos e das dificuldades coisas simples.. Gênio da raça transforma Pitt Bull em Poodle, simples assim, como pão na chapa.

Dos nossos gênios, bons no que fazem, porque fazem bem e com amor e uma devoção quase palpável, nos sobra o legado. Gênios do bem e gênios do mal têm coisas em comum. 
A genialidade e a necessidade de fazer história. A escolha do caminho que percorrem é onde se diferencia mocinhos dos malvados. Também quando era criança, pintavam o Hitler como um demônio, o Senna como um herói e os nerds como o futuro do planeta. Nisto tudo, não erraram em nada.
Genial é verbo que só gênio conjuga. Da mesma forma que amar é verbo que só os românticos incuráveis podem praticar.
Gênios, gênios, fico com os do bem. É mais a minha cara. Faz bem à alma e servem de inspiração, para nós, que nem cadarço de tênis às vezes, conseguimos amarrar.

domingo, 2 de outubro de 2011

Crônicas Imperfeitas - Os politicamente corretos

Há um certo tempo, venho pensando em escrever de forma mais descontraída, sem apelos jornalísticos, sem falar da bandidagem que se apossou de Brasília, ou falar das tragédias econômicas destes doutores que mau sabem somar dois com dois e levam o país para o caos anunciado da inflação, enfim. Vou dar a este espaço uma série de textos chamados de "Crônicas Imperfeitas"  

Já reparou como o mundo anda chato? Acho que o maior símbolo da chatice atual é a pizza de tomate seco com agrião. Quem em sã consciência pede pizza disto? Pior ainda, quem foi o pizzaiolo light que criou este sabor? Com certeza é alguém casado com uma anoréxica mental que vive de regime. Cansado da patroa reclamar das gorduras que só ela vê criou o raio da pizza de tomate seco com agrião. Pizza, que é pizza tem que ter queijo, catupiri, orégano, presunto e claro molho de tomate.

E olha que ser chato dá um trabalho. O mundo anda tão chato que até nome bonitinho hoje dão para os chatos - são os chamados politicamente corretos. Ahh Faça-me o favor. Politicamente corretos devem ser os que fazem uso disto como profissão, ou seja, os políticos. 

Bons tempos em que podíamos ser normais e não sermos encarados como pessoas desviadas dos bons costumes politicamente corretos. Tomar cerveja até onde se sabe não é crime, mas tomar uns chopps acompanhado de torresmo ou parmesão empanado, para os doutores do politicamente correto é praticamente um duplo homicídio triplamente qualificado. Triplamente porque juntamente com o chopp e o torresmo sempre tem uma cachacinha pra encerrar a fatura.

Antigamente, corinthiano ia ao estádio junto com o primo palmeirense. Isso lá nos idos de 1900 e todos, hoje não se pode nem vestir a camisa do clube do coração dependendo para onde se vai. Aliás, hoje em dia usa-se mais camisas de times europeus do que brasucas. Nosso craques, em sua maioria jogam por lá. Futebol, neste mundo chato, é mais negócio do que esporte e não dá pra competir com salário em Euro. Estão errados?? Não. Nós é que ficamos pra trás nesta corrida. Chatos que somos, não percebemos que o eterno celeiro de craques mudou para polo exportador. Aí chato é ver os joguinhos do brasileiro todos nivelados por baixo. 

Nestas idas e vindas dos chatos, podemos usar como termômetro os relacionamentos. Hoje em dia estão dando peso para quem fica. Façam-me outro favor. Ficar é só ficar. Tem gente que fica, termina e dá peso a isto como se tivesse vivido um relacionamento de quinze anos e dois filhos. Chatos, chatos. Ser adepto do beijar por beijar é uma opinião que cada um carrega. Particularmente não sou a favor (olha eu sendo chato), mas não se pode hoje dar peso de bicicleta para um ônibus.
Um outro ponto importante neste mundo particularmente chato e politicamente mané é a opinião alheia. Vivemos num mundo onde opinião virou ofensa, não se pode falar mais nada sobre nada, tudo o que se fala e é contrário as convenções sociais dos bons modos é tido como crime.
Um grande exemplo disto, embora um exemplo até um pouco antigo é uns dos últimos livros escritos pelo mestre Wood Allen. O título original é "Mera Anarquia", no Brasil ele foi lançado como "Fora de Órbita" que é o título de uma das crônicas. Qual o medo de uma simples anarquia? De um simples livro?


Quando eu era criança e isto não tem muito tempo, lembro-me que o mundo era menos "burrocrático". Não por ser criança, mas por que os adultos também eram mais simples. Era sim, sim, não, não, pão, pão, queijo, queijo. Hoje em dia, pão com queijo? Só se for pão integral com queijo light - pacas pacas... Até queijo light inventaram. Alguém já comeu aquilo? Tem gosto de isopor com ajinomoto. Hoje os adultos, adeptos desta cultura do não coma nada porque tudo faz mal, não sabem decidir se usam camiseta ou camisa polo listrada para simplesmente dar uma saída. Chatos que são, não podem nunca estar fora da moda. Só que de moda mesmo, eles entendem é nada. 
Aliás, quando criança podia brincar na rua, na terra. Hoje em dia praticamente as crianças, todas elas quase, são mini-adultos. Aula de inglês, francês, piano, karatê, judô, yoga... Parem tudo.. Parem tudo.... São apenas crianças... nada além disto, nada mais do que isto.. nada do que nós já não fomos...  Sabe o que estas crianças ganharão quando chegarem à vida adulta? Diplomas de chatos.


A impressão que se dá é que estes senhores, donos da razão do politicamente correto, criaram uma bolha fascista e ditatorial - não são os nerds que dominaram o mundo, foram os babacas mesmo.
Acho que depois disso tudo, me resta pedir uma pizza quatro queijos, de sobremesa uma bomba de chocolate e para abrir o apetite uma boa dose de Red Label (três dedos e duas pedras de gelo).





quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pátria Samba


Bezerra da Silva era um malandro carioca. Bezerra, o malandro, cantou “se gritar pega ladrão não fica um, meu irmão”. Este malandro era um boa praça, gente fina, alguém que era dado com as pessoas e muito bem dado se fossem mulheres. Este malandro é do bem, faz parte do folclore. Artigo antigo e hoje de luxo na boemia brasileira.

Hoje, se Bezerra cantasse “se gritar pega ladrão”, o final da letra talvez fosse “não esquenta não, é só pedir demissão” e ninguém, mas ninguém mesmo precisaria correr, nem que fosse atrás de advogado. A malandragem que nos rodeia, de nada tem de alegre como tem as rodas de samba. Tem é de deprimente e de deprimente já basta a bossa nova.
Fato é. A malandragem deixou as noites e foi parar no planalto. Lá, com expediente de terça a quinta as rodas de samba, são rodas de negociatas e acordos nada claros.
Dilma tenta se fazer de santa neste inferno. Mas o inferno faz parte de Dilma. Que a presidente, sim cargo no masculino, tem merecido elogios em determinados atos, como na política externa e na tentativa de erradicar a miséria, também tem merecido vaias por se sujeitar ao que o PT e o PMDB impõem em Brasília. Em uma democracia plena, o banco central deve ser autônomo, sim, da mesma forma deve ser o Palácio do Planalto.
                                                                                                                            
Neste samba, com melodia comprada pela corrupção a faxina que estão fazendo, é pra bom sambista ver. Não existe realmente uma faxina (palavrinha fascista diga-se) nos ministérios Dilmistas. O que existe é apenas a troca de uma peça quebrada por uma enguiçada.
Dilma sabia de tudo isto quando assumiu? Talvez, sim. Talvez não. Mais provável a primeira opção. Ela, cria de Brizola, tem enraizado na sua formação política os ideais esquerdistas, mesmo tendo uma formação capitalista em sua família e estes ideais podem ter sido podados da mesma ao subir a rampa do planalto ao lado de Temer. Mas ideal, por ideal, ela ao menos tinha um. Este samba petista tem uma nota só: destruir a democracia e instaurar o plano de socialismo de Stalin e Fidel. José Dirceu está aí e não nos deixa negar. Está aí porque nunca deixou o governo da estrela vermelha.

Nesta semana, onde se comemora a independência do país dos domínios da coroa portuguesa, vale compor um samba de redemocratização e luta pela ética, num país onde, a cortina de fumaça cada dia mais ofusca o que os poderosos do Centro Oeste tem tocado para o país. A pátria nestes dias do malandro do mal vai dançando miudinho, miudinho um samba feio, fora de ritmo e totalmente atravessado. Melhor pensando, se Bezerra, o malandro folclórico do bem cantasse hoje, talvez ele diria “Acorda Brasil !!”

domingo, 31 de julho de 2011

Extremismo

Tudo em excesso faz mal, até mesmo água. Nestas duas últimas semanas o mundo viu estas peças em cena, sem nada poder fazer para minimizar tais excessos.

Amy Winehouse, a maior voz já produzida em terras britânicas, era linda e talentosa. Após os excessos das drogas, sobrou apenas o talento que está agora imortalizado em "Frank" e "Back to Black". Produziu menos do que a banda Nirvana de Kurt Cobain, será lembrada com a mesma saudade. Kurt, aliás, também é símbolo do extremismo das drogas.
Outro ponto de extremismo destes dias é o extremismo da corrupção, aqui e lá no velho mundo. Aqui, podemos citar a esfera federal que suga mais do que um aspirador de pó todo o dinheiro público na quadrilha que o PT instalou no poder. Lá, em terras estrangeiras, a dona FIFA, tem picos de overdose de roubalheira quando juntos, Sepp Blatter e nosso conhecidíssimo Ricardo Teixeira, se mostram mais imbatíveis que Bonny e Claide.

Drogas e corrupção, marcaram algumas das faces que o extremismo pode nos proporcionar. Mas nada se compara ao que aconteceu em Oslo na pacatíssima e riquíssima Noruega.
Anders Behring Breivik, explodiu o prédio onde funciona o gabinete do primeiro ministro Norueguês utilizando um carro bomba e invadiu um acampamento onde mais de quinhentos jovens do partido trabalhista norueguês estavam reunidos abrindo fogo e matando mais de setenta pessoas. O pior extremismo é o racial. Quando este se junta ao político e ao religioso, temos em cores vivas um tridente diabólico.

Anders, o atirador, diz ter planejado tudo isto para salvar a Europa da cultura Marxsista que está contaminando a comunidade, ódio, político. Anders, se declara cristão, ódio religioso - o marxismo não crê em Deus. Anders é alguém com fisionomia nórdica, ódio racial.
O extremismo criou a eugenia, o maior monstro do século XX, Adolf Hitler espalhou esta idéia por toda Europa enquanto esteve no poder. Pessoas com a cabeça doente de Anders, ainda colocam esta idéia em prática.
O fato só não teve uma repercussão maior ao redor do globo porque os atentados aconteceram em terras nórdicas, mas é fato que desde a segunda guerra mundial a Noruega não se via ligada a tamanha violência.
O Nazismo que era um fascismo que pregava a idéia da "raça pura", foi um câncer sem precedentes na civilização. Até hoje essas idéias são defendidas. E o que torna tudo muito irônico é que tanto Hitler como suas idéias nazistas tinham fundamento no esquerdismo. Anders, defende desta forma as idéias do monstro Adolf, logo todos estão intimamente ligados as idéias de Karl Marx.

Um ponto a ser relevado nestes extremismos é este: Imediatamente aos atentados em Oslo, a imprensa ligou os fatos a "um grupo radical islâmico" com certeza caíram da cadeira ao descobrir que tal fato estava ligado a apenas uma pessoa e esta pessoa era Norueguesa. Ligar carros-bomba ao Islã, faz parte desta cultura do medo que tem como pai Goerge W. Bush, um grande fascista americano.
Bush, representa aquela América burra, que tem medo de tudo e de todos - mas que não sabe diferenciar em um mapa, a Alemanha do Zimbábue. Anders, representa aquela Europa burra que é filha das cruzadas cristãs que usavam o nome de Deus para matar. Mas, grosso modo, Anders não é burro - ao contrário, é alguém frio, calculista e muito racional. Tanto que não precisou confrontar a polícia.

Se o extremismo é autoritário, a tolerância é democrática, pois permite a minoria ser tratada com o mesmo peso que a maioria.
E é desta democracia que o mundo está precisando, mas sem excessos, por favor.