domingo, 5 de setembro de 2010

Cala a boca humor

O teste de QI, mede o corpo da inteligência, já o humor, mede a alma. Alma que foi definitivamente exorcizada pela censura no país. Até semana passada, vigorava uma lei que PROIBIA os humoristas de diversos tipos (cartunistas, apresentadores, imitadores e etc) de se manifestar no período eleitoral. Um comediante imitando o Lula, estava fora de cogitação - se fizesse, o comediante ou o veículo a qual pertença  receberia uma multa, simples assim. Na sexta-feira passada, dia 28, essa lei caiu graças ao bom censo de um juiz.
No estado soberano da democracia, a opinião alheia a nossa deve ser respeitada e não calada. Não é de hoje que as pessoas usam do humor para se manifestar contrários a algo ou a alguém e isso ocorre mundo afora. Mas foi aqui, no Brasil que os narizes vermelhos tiveram de se calar. Tudo bem que a lei caiu e que agora isso faz parte do passado, mas o que fica é exatamente a sensação de que a democracia no país varia de acordo com o humor dos governantes. Se, o presidente do país acorda de bom humor - viva estamos salvos por um dia, agora se ele acorda de ressaca -  o que deve ocorrer com certa freqüência, estamos todos perdidos, porque ele vai vomitar marimbondo na Constituição.
A impressão que se tem, ao ver tais fatos, é que o brasileiro não aprendeu nada, mas absolutamente nada com o regime militar que vale lembrar durou vinte anos. Uma geração inteira viveu seus primeiros anos sob a opressão militar que não permitia a liberdade de expressão, fosse no campo artístico ou no jornalístico.


Dessa vez foi o humor, amanhã pode ser a religião e depois a ideologia política. Embora essa idéia seja um tanto dramática, é fato que as grandes opressões e as grandes ditaduras que já existiram no mundo começaram assim, calando alas da população que aparentemente não tinham tanta importância. Exemplos não faltam. A sociedade em pleno século XXI, ainda não tomou conhecimento de seu verdadeiro poder - o poder do voto. Votar não significa apenas ir às urnas no dias das eleições - é preciso mais, é preciso uma espécie de "pós-venda" do voto, simplificando: os eleitores tem mesmo total conhecimento das idéias de seus candidatos ? Infelizmente a resposta é um sonoro não.
Houve essa tentativa de calar os humoristas, que até poderiam ficar mudos, mas cegos jamais - daí os protestos em forma de humor, daí a indignação que usa do riso para se manifestar e principalmente pensar. Jerry Seinfeld pai do Standard Comedy, disse certa vez que não existe nada mais real e verdadeiro do que a comédia. Se alguém contar uma piada e ela realmente não for engraçada e inteligente, quem  escuta não rirá, e no Brasil, não existem verdades maiores dentro do cenário político do que as piadas feitas a respeito da má governança dos políticos.


Mas cabe aqui uma colocação: os humoristas estavam proibidos de se manifestar. Mas é permitido a qualquer tipo de pessoa se candidatar aos cargos públicos, inclusive palhaços profissionais. Sim, viver a plena democracia significa dar espaço para todos, mas deixar que pessoas sem a menor qualificação técnica engajem na vida política, fazendo parte do Legislativo e do Executivo, é uma piada de tremendo mau gosto. Um dos maiores problemas do Brasil é exatamente esse - permitir que qualquer um candidate-se a cargos públicos da magnitude dos Poderes. Até hoje é difícil aceitar que o presidente do país não tenha uma faculdade. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), órgão máximo de controle eleitoral no país, nunca se manifestou contra essas situações.
Tentar calar o humor, justificando que as piadas eram deboche dos candidatos, foi um verdadeiro tiro no pé, por parte dos que redigiram tal lei. Não é que os humoristas vão se vingar, mas a fenda aberta talvez jamais se feche novamente. Deve-se tentar acabar com a corrupção e consequentemente calar os corruptos - preferencialmente colocando-os atrás das grades.


Para finalizar e lembrando um dos humoristas mais conhecidos do país, se entrevistassem Tião Macalé a respeito desse episódio ele com certeza diria: NOGEEENNTTOOO !!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

A Terra é redonda

“A Terra é azul”, disse o primeiro homem a ir para o espaço. Yuri Gagari, Russo ou Soviético para ser corretamente temporal citou aquela que é uma das frases mais conhecidas pela modernidade. Nosso céu é azul, nossa atmosfera idem. Isso no campo biológico. No campo político, o nosso céu é cinza, nossa atmosfera idem.
Vive-se um momento único no mundo. Aqui, na América Latina, a corrupção e a esquerda andam de mãos dadas com o comunismo que teima em se manter vivo e ganha cada vez mais força graças ao capitalismo de Estado. Na Ásia, a China tornou-se a segunda maior economia do mundo deixando para trás os seus visinhos nipônicos graças à corrupção, à mão-de-obra escrava e ao capitalismo de Estado, fruto chinês que um dia fará o mundo passar fome, assim como outro produto made in Pequim – a pirataria, e o Irã está se armando belicamente da mesma forma que a Alemanha se armou antes de começar a segunda guerra mundial na década de 40. Louco por louco, Hitler fez o Holocausto, Mahmoud Ahmadinejad o nega. Nega mas prepara-se para fazer um para chamar de seu, já que o do titio Adolf soa como mentira conspiratória do Ocidente.
No velho continente, há velhos problemas. A xenofobia francesa é de dar cala frios tanto quando se assiste a um filme de Rob Zombie e a corrupção na Itália rivaliza com a brasileira para ver qual congresso é mais corrupto e ineficaz. Na terra de Marcel Proust, o atual presidente Nicolas Sarkozy, tenta a todo custo banir das terras francesas, os ciganos e persegue sem pudor os seguidores de Alá. Parte desses ataques derivam da ainda remanescente crise econômica-financeira-mundial que atingiu a todos no último ano e que o presidente brasileiro quis fazer acreditar que não passava de uma “marolinha”. Com a extinção de vários empregos, muitos franceses tiveram medo dos estrangeiros, pois passaram a competir com eles pelos chamados sub-empregos. Na terra de Dante Alighieri, o atual e sempre primeiro ministro Silvio Berlusconi mescla seus escândalos entre sexuais e de corrupção e os italianos até hoje não conseguiram explicações de por que todo lixo do país vai para Nápoles. Silvio deve ter a resposta.
Na América Latina o que estava bom ficou ruim e o que já estava ruim ficou ou ficará, pior ainda. Chavez, Lula e companhia marxisita e bolivariana estão conseguindo transformar a América Sulista no cotovelo do mundo, não serve para nada e só é lembrado quando dói. Ou seja, tudo o que a fraca democracia construiu nesses países a partir do final dos anos oitenta, está sendo posto abaixo pelas marretadas de todos esses governantes de esquerda que ao que parece não deixarão seus tronos tão cedo.

Para nosso alento, temos nossos amigos e irmãos africanos que tem conseguido obter mais resultados positivos do que negativos nas suas empreitadas, mesmo tendo o pior cenário do mundo e isso observando praticamente todos os aspectos da vida humana na terra, que lembremos é azul. Lá, os países estão começando a descobrir os benefícios da boa democracia e das eleições limpas. Sediaram a última copa do mundo de futebol, mas tal evento além de criar elefantes brancos em plena África serviu para mostrar uma África do Sul em mutação favorável ao povo e conseqüentemente a tendência serve para senão todos, pelo menos para a maioria dos países africanos, principalmente para os países da chamada “África Negra”, onde segundo a Organização Mundial da Saúde existem os piores índices de desenvolvimento.
Na terra do tio Sam, ou de Edgar Allan Poe, Barack Husseim Obama, mostra que é melhor na teoria do que na prática e que esta última sempre é bem mais difícil do que a primeira, mas a história o colocará como o FHC americano. A pessoa certa na época das turbulências como disse Allan Greenspan, CEO do FED, o banco central americano, que ao escrever sua biografia previu a bolha imobiliária americana em 2006, a mesma bolha que desencadeou a crise em meados de 2008. Alguns dizem que com a crise, o império americano chegou ao fim, outros dizem que é preciso mais do que isso para destruir as garras da águia da liberdade, que elas estão muito bem encravadas na atual sociedade global. De fato, a crise criou uma fissura no cristal chamado capitalismo democrático e expos não apenas a fragilidade de um sistema secular, mas também as extravagâncias dos lobos de Wall Street, que diga-se trataram os atos financeiros como crianças em uma doceria e o mundo sentiu o resultados das guloseimas. Mas estando quebrados ou não, os ianques são muito fortes no cenário econômico e possuem ainda a maior força bélica e militar do planeta, sem mencionar que são a mais importante democracia no mundo e que sempre serviram de exemplo e inspiração para outras nações.

Dentre todos estes cenários, caóticos em sua maioria, a Terra azul como sempre, ainda não se viu em queda livre diante de todas estas catástrofes apocalípticas que vislumbram no horizonte, seja americano, asiático ou europeu, horizonte que ainda verá por alguns anos um céu cinza escuro pendendo para o negro absoluto. Escuridão que tem nome e habitat natural - a corrupção, que habita o caráter dos governantes ou a falta dele. Ela, a corrupção, não deixará de existir, afinal estamos falando da vida real e não de um conto de fadas, mas ela deverá ser  devidamente combatida e posta em seu lugar – a cadeia, para que o mundo possa voltar a respirar o oxigênio democrático denominado justiça. A falta de justiça unida às idéias e a liberdade corrompida das gestões esquerdopatas, levam a sociedade diretamente para o fundo do posso e como a corrupção é uma escavadeira dos princípios morais e legais das sociedades civilizadas, ao se chegar ao fim do poço, descobre-se que ainda há um alçapão. Esse alçapão existe porque a ala que deveria proteger os interesses das nações, muitas vezes fica de mãos atadas ou simplesmente faz parte do jogo. Legislativo, Judiciário e a Imprensa, fazem corpo mole ao que deveria muitas vezes ser tratado a ferro e fogo – e isso não implica em se fazer uma ditadura branca, mas em se fazer justiça. Ela, além de cega é inerte e não existe sozinha, precisa de instituições democráticas para ser posta em prática, da mesma forma que um pão para ser assado, precisa ser levado ao forno, por que caso não vá, a massa azeda e em se tratando da sociedade atual, a massa já está quase que em estado de podridão.
Os poderes existem no contexto fiscalizador. O Legislativo fiscaliza e cobra o Executivo, o Executivo fiscaliza o Legislativo no que tange a formação das leis e ambos são fiscalizados pelo Judiciário. Os três poderes existem tanto nas democracias republicanas, que tem no cargo do Executivo um presidente, quanto nas monarquias constitucionais, que possuem a Corte e um membro que exerce o poder do Executivo – normalmente um primeiro ministro. Mas independentemente da formação de poder nesses países em ambos a Imprensa exerce um papel fundamental. Ela, que em teoria é autônoma e independente a qual força está no poder fiscaliza os três poderes, para que todos exerçam corretamente seu papel a que foram designados e principalmente não atuem em excessos que vão diretamente contra a Constituição e a ordem democrática, reflexo da corrupção.


A via é de mão única. Ou toma-se partido favorável à democracia, embora de forma tardia ou o mundo redondo que é, será sim aquela aldeia global mencionada por Marshall McLuhan, mas não pelos avanços tecnológicos e sim pelo total retrocesso nos processos sociais. A nossa aldeia será um gigantesco Gulag.

domingo, 15 de agosto de 2010

Ladeira abaixo

Um dos maiores benefícios da democracia, é a troca de poder. As eleições marcam sempre o início de um novo estágio na democracia de um Estado, e por conseqüência os resultados das eleições escrevem as mais novas páginas da história de uma nação, tanto para o bem quanto para o mau. Ainda nessa análise, a democracia permite um espaçamento maior de possibilidades para quem já está no poder, as reeleições. Faz parte do processo democrático de diversos Estados a re-análise do atual gestor para que ele possa continuar no poder, participando do pleito democrático como todos os outros candidatos.  Adentrando no caso tapuia e nos casos latinos, caso venhamos a analisar os últimos resultados das eleições, veremos que (quase) todos os candidatos que já estavam no poder, por lá ficaram ou então, conseguiram fazer ascender ao poder o seu sucessor. Nesse aspecto, tanto os partidos de ideologias de direita e de esquerda, conseguiram esse feito.

Não é um ataque à democracia, pelo menos não explícito. Vejamos: A troca periódica de poder é marca registrada da boa democracia - o oposto chama-se ditadura. Quando alguém ou quando um partido permanece demais no poder, a democracia se esvai tanto quanto o Superman quando vê criptonita, basta atravessar o atlântico para ver nos países Africanos, casos e mais casos de ditadores que chegaram ao poder há mais de vinte anos, usando-se algumas vezes das veias democráticas e nunca mais deixaram o trono e se o fizeram, antes colocaram algum filho no seu lugar para dar continuidade ao seu reinado. Nos casos alem mar, ou seja, por aqui, as coisas tem se encaminhado por essa estrada que muitas vezes leva a caminhos sombrios. O PT nunca escondeu seus planos para se tornar o dono da América Latina, e no processo que elegeu e principalmente reelegeu Lula, muito esgoto podre passou por baixo dessa ponte: a tentativa de implantar o terceiro mandato, o Mensalão, a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, as alianças com os Sarney, com o ex-presidente Collor, com as FARC, as diversas tentativas de acabar com a imprensa livre, a expulsão dos radicais de extrema esquerda do partido, muitos dos quais eram fundadores do PT. As associações escusas com países como Rússia de Vladimir Putin, Cuba dos irmãos Fidel, a Venezuela de Hugo Chavez.

Lula, jamais teve a idéia de deixar o poder, desde que aportou no palácio do planalto em janeiro de 2003 já tinha planos para a reeleição e até mesmo nome para sua sucessão em 2010 - José Dirceu. No caso, apenas trocaram as moscas, mas o plano ainda é o mesmo.
Acreditar que Lula era uma mudança positiva, foi um acerto até a página três dessa história. Que a mudança de poder entre a direita tucana pela esquerda petista foi um dos grandes marcos da história democrática brasileira, não há dúvidas. Mas o que já era de se esperar também aconteceu. A "PTlização" do Estado. Lula, chama o país de seu e em sua mente ele não está sendo metafórico, pois acredita que o estado é seu por direito e dever e está fazendo de tudo para se manter em Brasília. 
Aos poucos o esquema petista de estatizar o Estado como sendo seu próprio patrimônio tem sido posto em prática. Primeiramente a eleição de Lula, depois o mensalão que justificaria o segundo mandato de Lula e que culminou com a queda de nomes como José Dirceu e Pallocci e com a morte de Celso Daniel. Posteriormente Lula, acabou com o diploma de Jornalista ou seja eles foram cassados de forma branca. No campo econômico, Lula monopolizou juntamente em parcerias com grandes empresas os grandes mercados existentes: telefonia, ferro, aço, combustíveis e por aí vai e claro, tudo isso impulsionado pelo Capitalismo de Estado muito bem copiado dos comunistas Chineses.


Lula inchou  a máquina, contratando e contratando sem pensar no amanhã, resultado: hoje nos órgãos públicos há dois para servir o cafezinho onde antes não existia nenhum e claro que ele poderá contar com o votos de todos para ele próprio, para Dilma e até para o Bozo, caso este último passe a usar roupa vermelha.
Nessa estrada, observe-se, só existe uma via e ela é uma ladeira enorme, que nessa velocidade e direção levará o Brasil para um futuro totalmente confuso afinal a bússola que norteia a democracia conhecida como troca do poder está quebrada. Os esquerdistas do PT darão ao país mais do que uma década perdida nos mais diferentes pontos a contabilizar os principais e essenciais: educação, economia, ética, moral, justiça e liberdade. Todos esses fatores, alguns dos quais são os pilares de uma sociedade correta estão sendo corroídos pelas idéias petistas e estarão totalmente arruinados no final do seu mandato , se é que esse um dia terá fim. O que nos faz lembrar dos Nazistas que ocupavam o leste europeu durante a segunda grande guerra. Quando viram que iriam perder a guerra e que não havia mais chance de vitória, eles destruíram tudo o que puderam em cidades como Praga, Varsóvia, Viena e outras mais. 


No caso brasileiro, o cheiro é muito parecido. Há de se imagina que caso os petistas um dia, distante é claro, tenham que abdicar do osso, irão preferir o golpe e a destruição das ruínas que ainda tiveram restado.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Panorama

Aristóteles, um dos mais famosos e importantes filósofos gregos, disse: " É preciso prestar atenção na qualidade de nossos atos" e disso isso há muito tempo atrás, tanto tempo que ao que parece os eleitores brasileiros esqueceram-se disso, se é que chegaram a tomar conhecimento dessa frase. Os eleitores e também os órgãos que permitem e regem as eleições. A quantidade de candidatos aos mais diversos cargos é grande, já a qualidade é no mínimo duvidosa. O Portal EXAME, lançou nessa semana uma matéria a respeito daquelas pessoas que por diversos motivos tornaram-se famosas e consequentemente públicas e que usam dessa "fama" para pleitear seu espaço nos bastidores do poder. Tratam-se de cantores dos mais variados ritmos, apresentadores de TV, humoristas, ex-participantes de reallity shows, esportistas, ex-jogadores, ex-lutadores e por aí vai. A feira está aberta, mas apenas temos frutas podres. Por falar nelas na lista também há mulheres de todos os tipos, filé, melancia, morango e se procurar bem encontra-se até a mulher banana. O que seria muito cômico, tornou-se altamente preocupante. Afinal, qual é o preparo que essas pessoas tem para lidar com o que querem lidar ? Essas pessoas tentam vagas como deputados estaduais e federais e ao senado. Mas uma das muitas dúvidas é: eles sabem elaborar leis ? Sabem fiscalizar o que o Executivo está fazendo ? Sabem lidar com todas as questões que envolvem um país ? Pois é para isso que existem os cargos a que eles tanto desejam empossar. 

Que a democracia é o estado mais civilizado para a governança, todos sabem. Que a democracia é a institucionalização da voz de todos, senão da maioria, todos também sabem. Mas permitir que qualquer pessoa sem o menor preparo chegue ao poder legislatório é bem mais complicado. Muito se cobrou a respeito do presidente Lula não ter estudado o suficiente para ser gari, que dirá presidente de uma nação, mas muitos dos que questionam isso, estão hoje pensando em levar as urnas o seu voto de confiança nas pessoas cujo o histórico público, limita-se aos famosos quinze minutos de fama. A democracia, se tivesse binóculos veria muitas nuvens no horizonte, afinal os que irão rege-la não sabem a diferença entre um tamborim e um piano.
Quando o filósofo disse que devemos prestar atenção na qualidade dos nossos atos, muito seguramente ele não imaginou que o congresso estaria tomado por figuras bizarras como as que temos para escolher, mas muito certamente ele estava cutucando pessoas que guardadas as proporções de épocas, não seriam muito diferentes das pessoas que temos hoje. A massa é guiada por esses que buscam a fama e nada mais. Quando a fama acaba, afinal, são apenas quinze minutos, como prescreveu Andy Arhol lá nos anos oitenta essas celebridades de boteco, buscam manter-se sob os holofotes usando a política para tais fins. E muitas vezes o resultado esperado é o resultado obtido.
É claro que não são apenas os louros da fama que estão em jogo, afinal, os poderes e o prestígio de um deputado ou senador não são para qualquer um - e o enriquecimento ilícito também.
No ano passado, em uma pesquisa a despeito dos trabalhos da câmara legislativa da cidade de São Paulo, que tem a sua bancada de celebridades é bom mencionar, registrou-se que a maior parte das leis e regimentos aprovados durante o ano, foi em prol da troca de nomes e batismos das ruas da maior cidade do país, ou para ficar bonito na foto a alteração de logradouros.

Aqui vale a pergunta: Esse trem tem volta ? Essa febre de celebridades instantâneas que buscam o voto dos demais simplesmente porque são ou eram famosos vai nos levar para qual estação ? A democracia corre perigo ao ter essas pessoas nos cargos que em tese, deveriam ser ocupados por pessoas capazes de bem gerar todos os recursos que os cargos dão. Até onde consta um borracheiro não pode operar coração. Porque então um ex-jogador de futebol ou uma funkeira podem ascender ao poder para ditar nossas leis, nossas regras ?
Legislar é trabalho muito sério e que envolve muitas visões, pois os deputados e senadores devem defender os seus estados e a nação em todas as esferas possíveis e imagináveis. Um diploma de alguma coisa cairia bem nessas horas. Mas a lista integra pessoas que mau sabem ler e escrever, que dirá compreender e criar leis.
Nesse panorama sobre o nosso legislativo, pode-se verificar que o povo não irá votar no menos pior, mas votará no mais famoso e mais queridinho do momento, seja esse candidato apto ou não, ex-jogador ou ex-celebridade, fruta ou bomba.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O debate

Educação, segurança e saúde. E nesse tom, começou o primeiro debate dos presidenciáveis em 2010. A Band merece os parabéns por mais um debate bem realizado, e como sempre, o primeiro daquele meio que no Brasil é um dos mais importantes para os eleitores tomarem conhecimento de quem é quem. 

E nesse quem é quem, podemos analisar que: Dilma do PT estava muito, muito nervosa no início do debate. Tanto que além de se enroscar nas palavras, estourou o tempo de resposta da primeira pergunta. Depois com o passar do tempo e das pauladas que levava dos outros candidatos ficou mais calma. Dilma falou várias vezes como "o governo", o que mostra que ela é a continuidade do PT e não uma mudança de poder, mesmo que do mesmo partido - algo que sempre ocorreu na Inglaterra, embora o sistema seja outro. Quis engatar a comparação entre a era Lula e a era FHC e caiu do cavalo, logo na primeira paulada de Serra.
Ainda nos enroscos com as palavras levou de Plínio Arruda e de Marina Silva.

Marina, como sempre foi uma mosca morta. O debate serviu apenas para ela dar umas no PT, afinal, o tem atravessado na garganta. Mas como já foi dito, serão os eleitores de Marina quem decidirão entre tucanos e petistas. Ela ainda detêm dez por cento do pleito.

Plínio de Arruda Sampaio, foi divertido, irreverente, conservador em suas idéias, como sempre e deixou sem jeito Dilma, que em determinado momento esqueceu-se das câmeras e quase perdeu a postura com o eterno socialista.

Serra, mostrou bem mais equilibrado que Dilma. Não mostrou-se nervoso e até exibiu uns sorrisos, talvez para aqueles que acham que o que ganha eleição é o "C" de carisma e não o "C" de caráter. Bateu quando teve de bater, mas não forçou a barra. Disse inteligentemente à Dilma que para se governar não se pode olhar o tempo todo para o retrovisor - em menção clara às idéias cretinas dos petistas de comparar FHC com Lula, em seus respectivos oito anos de mandato.

Nesse primeiro embate, deu Serra, que teve tempo de mostrar para que veio e soube se defender quando foi preciso.
Espera-se que Plínio apareça nos próximos debates para ajudar a bem acalorar os temas e as idéias, dona Marinha pode ir vender Natura e dona Dilma deveria tomar suco de maracujá, já que estava bem incomodada com o debate.





domingo, 25 de julho de 2010

Um contra todos

Esses dias tem sido muito reveladores para a América Latina, eles tem sido historicamente marcantes assim como um compositor que encontra o conjunto correto de notas para formar a sua melodia ou um arquiteto que descobre a forma mais inédita para a fachada de uma obra que assina. Mas a música atual dos latinos não tem a felicidade da rumba, a graciosidade do tango ou a amorosidade da bossa nova, mas pendem mais para a marcha fúnebre de Chopin ou algo no mesmo tom triste e melancólico do mestre do piano.
A América Latina que sempre foi um barril de pólvora, acendeu mais um pavio que ganha forças por estar vivendo uma das piores safras de presidentes que já se teve notícia nas últimas duas décadas, somando-se a isso a ressaca que todos vivem por conta da crise financeira mundial de 2008/2009 que foi um soco no estômago do capitalismo democrático e serviu de impulso para o capitalismo de estado - obra dos nossos distantes amigos chineses.
Da atual contenda temos o seguinte: O presidente da Colômbia , Álvaro Uribe, acusou o governo da vizinha Venezuela de abrigar guerrilheiros e campos de treinamento, das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) em suas selvas. Hugo Chavez, o todo poderoso líder revolucionário e muitas vezes "napoleônico" se irritou e tomou para si todas as possíveis dores dessa história que envolve a Colômbia, a Venezuela, o Equador e o Brasil. Um quarteto nada fantástico.
Uribe, fora eleito tendo como plataforma de campanha acabar com as Farc e consequentemente como o narcotráfico que muitos consideram o maior produto tipo exportação da Colômbia. Uribe, teve declaradamente apoio do governo dos Estados Unidos, na época governado por Mister George Walker Bush. O apoio era tão irrestrito que falou-se em Bogotá permitir uma base americana em suas terras, justamente para em trabalho conjunto entre os dois governos somarem forças para atacar aquela que é considerada uma das maiores quadrilhas que existem na América do Sul - as Farc. Nesse episódio, Chavez, que não tinha nada a ver com a história, ameaçou cortar relações com a Colômbia, alegando que os Estados Unidos queriam na verdade ter espaço no lado sul do continente assim com tem no continente africano, por exemplo. 


Ainda tendo as Farc como motivos para brigas, outro episódio, envolveu agora o Equador de Rafael Corrêa, filho político de Hugo Chavez e que também ascende às idéias Bolivarianas, Fidelistas e a todas idéias possíveis que norteiam a mente de um esquerdista.
Nesse capítulo, o exército colombiano invadiu o território equatoriano para dar cabo de agentes das Farc - agentes do primeiro escalão inclusive, numa mostra clara que não seriam fronteiras, rodeadas por selva, que iriam impedir a caça aos bandidos narcotraficantes das Farc. Quito, amparado por Caracas, reagiu com toda veemência possível, bem como uma vizinha reage ao vidro da janela quebrado pela bola dos garotos da frente, e os dois países hermanos cortaram relações diplomáticas com Bogotá. Nesse ponto, tanto Washington como Brasília entraram em cena para acalmar os nervos já que os dois países melindrados botaram seus contingentes à postos de combate na fronteira com a Colômbia - e ameaçaram prender o presidente colombiano caso ele pisasse em seus territórios.
As intervenções funcionaram, a poeira e os ânimos baixaram e todos voltaram a ser bons vizinhos, daqueles que pelo menos dão bom dia, mas nada além, até a semana passada quando as crianças voltaram a brigar por causa da bola.
Tomando como base que os atuais governantes das nações latinas não sejam os melhores que já tenham existido e que a sua maioria é composta de esquerdistas cabeças-de-vento, dentre eles Chavez sendo o maior de todos, podemos notar que essas brigas, rixas e afins que tem cercado os noticiários vão muito além da guerra às drogas. Podemos dizer que Álvaro Uribe é aquele típico bom aluno que senta nas primeiras fileiras, mas que chega de surpresa no meio do ano, sem conhecer bem os outros alunos ou a turma como um todo e para seu azar essa turma tem mais alunos do fundão do que alunos preocupados com a própria formação.
Uribe se destaca dos demais políticos pois não tem uma formação de esquerda como o tem Chavez, Corrêa, Morales e Lula. Logo, não vive a utopia de uma América Latina com bandeiras vermelhas tremulando, sob as estátuas de Lenin, Marx, Fidel e Guevara. Uribe, vem de uma escola muito menos fanática, pois vem da direita moderada. E tendo um curriculum desses tornou-se pedra no sapato daqueles que querem uma governança absolutamente marxista e bolivariana nas terras latinas.


A atual briga se dá porque Uribe não só acusa a Venezuela de protejar as Farc em suas terras, como tem provas e mais provas de que seus vizinhos não são lá flor que se cheire. Venezuela, Equador e o Brasil estão envolvidos com as Farc até o pescoço e aqui estamos falando de pessoas dos altos escalões dos governos: ministros, deputados, juízes das supremas cortes e assessores das grandes pastas. E a partir do momento em que Uribe teve acesso a estas informações, não teve dúvida, pôs a boca no mundo. A estridente cena feita por Chavez, prova apenas que é tudo verdade, pois em outras circunstâncias, a diplomacia teria feito sua parte, mas Chavez nunca foi muito adepto das formas civilizadas de tratar seus problemas. As Farc sempre tiveram o apoio dos governos de esquerda que aqui a América Latina tem a rodo, como se diz no popular e aparentemente o "vice-versa" acontece, afinal em uma relação de tantos poderes, uma mão tem que lavar a outra para que o sistema podre continue existindo e quando se trata de tantos poderes assim é de se esperar ou ao menos supor que os presidentes, em seus gabinetes e com toda a máquina administrativa em mãos, estejam bem a par do quem tem ocorrido. Para esse caso das Farc, Lula não poderá dizer que não sabia de nada, como fez com o caso do mensalão e principalmente o Legislativo e o Judiciário não poderão se fingir de plantas como fizeram para dar fim a aquela história.


A de se analisar alguns pontos contra Álvaro Uribe. Primeiramente ele errou ao deixar o exército colombiano invadir terras estrangeiras. Sim, ele tinha motivos, mas nesse ponto a soberania territorial do Equador foi arranhada, mas nada que levasse a Quito a chamar de volta pra casa seu embaixador. Segundamente, Uribe tem em mãos documentos e emails que comprovam a participação de governos estrangeiros apoiando explicitamente as Farc, Venezuela, Equador e Brasil, mas Uribe não gritou aos quatro cantos do mundo a respeito do amigo tapuia, ao contrário, tratou com total discrição o nome do Brasil (leia-se petistas e Lula) no envolvimento do caso. Mas o país das chuteiras está tão colado a esses trapos quanto o país das misses universos. Ora, se Uribe quer realmente acabar com as Farc, utilizando-se dos meios legais que existem, ele deveria ter usado o mesmo peso que usou em Chavez para Lula, mas aparentemente as relações comerciais que os dois países tem falou mais alto e Uribe tirou a boca do trombone quando apontou para Brasília - algo feio para quem em teoria respeita a democracia em seu país e que nesses canaviais latinos tem sido uma das poucas canas a dar boa garapa e não aguardente como são os demais.


Espera-se que tudo isso termine com o enfraquecimento e destronamento das forças ilícitas que atuam na américa latina, desde as Farc até aos casos brasileiros como o Comando Vermelho no Rio e o PCC em São Paulo. Que mais esse episódio, seja o final de uma temporada e que na próxima, os personagens principais tenham mais dignidade e caráter para assim como fazem os amigos ianques nunca negociar com terroristas, porque eles podem ter a triste musicalidade do jazz e do blues, mas são também os pais do bom e velho rock in roll, que pode as vezes até estar fora de moda, assim como a democracia na américa latina, mas eles sabem como poucos a forma de  levantar platéias em megashows com mais de duzentos mil participantes, assim como sempre empolgaram seus compatriotas com o bom uso das forças democráticas e dela própria em seu estado mais ideal e puro. 
Aprendamos, pois.

domingo, 18 de julho de 2010

A colorida democracia hermana

A democracia criada inicialmente pelos antigos gregos, assim como o capitalismo democrático com o seu anti-trust criado pelos americanos no início do século XX, acabaram ao longo dos anos, passando por várias etapas que modificaram as idéias iniciais dessas filosofias criadas pelo homem moderno. A democracia como a conhecemos hoje teve seus altos e baixos ao longo da história, principalmente na Europa que viu suas terras passarem por duas guerras mundiais e por várias revoluções, apenas para citar três das mais importantes: a Francesa, a Russa e a revolução industrial na Inglaterra que é hoje considerada a mãe do capitalismo que começou nos Estados Unidos e mudou a cara do mundo como o conhecemos. Mesmo o capitalismo brilhantemente criado e defendido pelos ianques tem tido suas novas variações, o maior exemplo é o atual monstro criado pelos chineses - o chamado capitalismo de estado. Justamente eles que nunca foram em mais de 5 mil anos de história adeptos de qualquer forma de democracia, o que para eles, sim é um monstro criado pelo homem moderno.
A democracia com todas as suas mutações e adaptações para ser um pouco darwnista também sempre teve seus altos e baixo na América latina, onde praticamente todos os países enfrentaram quedas de governo, por força de golpes militares como no Brasil que não teve um ditador mas viveu sob um regime militar que perdurou duas décadas , por força de ditadores que subiram ao poder como em Cuba com Fidel e Raul Castro e Ernesto Guevara a até mesmo por força da própria democracia como no caso brasileiro do ex-presidente Fernando Collor que foi caçado por conta de uma Elba.
Em todos esses casos a democracia foi veementemente atacada e muitas vezes ficou vagando como um fantasma por conta de governos autoritários. Hoje, a América Latina vive um processo parecido com o que tem ocorrido com o capitalismo democrático, que ganhou uma versão "gêmeo mau" com o capitalismo de estado dos chineses. A democracia tem sofrido maus tratos por conta do uso torpe que os governantes tem dado à mesma. Um exemplo disso é a Venezuela que tem um presidente há oito anos no poder e que por força de lei  ou seja através da democracia pode ser eleito quantas vezes ele bem entender - um modelo muito parecido com o adotado pelos irmãos Castro na ilha de Cuba, mas com um tom agravante, esse modelo usado por Chavez veste-se com roupas que tem a etiqueta da democracia e vale lembrar que o presidente Lula tentou mas não conseguiu, implantar no Brasil uma idéia fuinha como essa. Graças à oposição que corrupta que é, jamais deixaria toda a farinha do saco apenas para os esquerdistas do PT - no caso tapuia não foi uma vitória da democracia como aparenta à primeira vista, foi na verdade a panelinha que se mexeu para não perder o que é seu, pelo menos na visão deles - é claro.
Ainda na geografia latina temos a nossa vizinha: a Argentina, que não tem uma história democrática muito diferente dos demais, mas diferentemente dos demais sabe valorizar sua tão triste e conturbada face democrática. Face que por muitas vezes foi dada à tapa pelas mãos da história e de tiranos que a construíram.

A Argentina que tem uma história parecida com a brasileira, já sofreu duros golpes, com os militares, com a economia e até com o futebol. No campo econômico a Argentina ficou marcada pelos "panelaços" que foram protestos feitos em sua maioria por mulheres no final dos anos noventa que foram às ruas para reenvindicar melhores atitudes do governo que via sem nada fazer a sua antes sólida economia se esvair como sorvete fora do freezer em dia de verão e apenas para ressaltar essa parte culminou com a renuncia do presidente De La Rua que saiu da sede do poder às pressas em um helicóptero. Outra página importante no campo das cifras foram os "curralitos" que eram nada mais nada menos que o congelamento das contas bancárias dos argentinos que da noite para o dia ficaram sem um peso no bolso.
A parte dos militares tem lados sombrios que beiram os bons roteiros de terror americano ou para ser mais portenho, dariam um bom tango. Nos anos sessenta os militares chegaram ao poder e mostraram aos argentinos a fúria do poder, levando o país a viver os seus anos de chumbo, que só terminaram no início dos anos setenta com a volta do Peronismo e da ala "trabalhista" à Casa Rosada.

Dentro desses contextos a Argentina aprendeu pelo menos em parte a valorizar os bons ares da democracia. E cá cabem dois bons exemplos: O presidente do congresso argentino é também constituído do cargo de vice-presidente que não pertence ao mesmo partido do presidente do país o que nesse caso há bônus e ônus, mas que demonstra a forte veia democrática da Constituição. Outro caso que pode ser citado é o reflexo do estado laico - quando o país isenta-se de ter uma religião oficial, que geralmente dá margens para atos e fatos oficiosos e que vão contra a democracia, como o caso do Irã. E aqui passa a existir um dos atos mais democráticos que os países latinos já puderam criar.
Os hermanos tornaram oficial o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mesmo sob forte protestos de católicos, protestantes e ativistas que lutam pela instituição da família. O que cabe aqui mencionar é o uso da democracia, aquela mesma fecundada pelos gregos, para modificar a constituição e consequentemente a história de uma nação em prol da defesa de uma determinada minoria e da nivelação social e judicial de todos os cidadãos. Resumindo esse tango e não a ópera, os argentinos concretaram com solides as bases da democracia e deram em comparação às demais nações latinas um salto de anos luz. 
Alterar a constituição em prol dos gays não é muita novidade no mundo, pois temos como exemplo os Estados Unidos, alguns países na Europa e até mesmo a África do Sul, um país considerado de terceiro mundo - ou para usar uma linguagem moderna - um país emergente. Mas nunca essa força democrática havia sido ousadamente usada nas sedes de poder latino, que devido as colonizações espanholas e portuguesas sempre tiveram um fortíssimo tom católico.

Nesse tango chamado democracia argentina, que sempre teve muito mais espinhos do que flores as flores a partir de agora serão mais coloridas, graças as bandeiras do arco-íris e principalmente da democracia que tem sido hasteada nos mais céus das nações que lutam por seus cidadãos e o final desse tango não será como de habitual nenhuma tragédia, mas sim a base para novas etapas nessa estrada que leva à soberania democrática.