domingo, 11 de julho de 2010

O teu sucesso é meu. E o fracasso ?

Um homem é formado por suas virtudes, as virtudes são construídas com as experiências e experiência nada tem a ver com a idade, já disse sabiamente William Shakespeare. Virtude que os revolucionários franceses como Danton, Camille, Marabat e principalmente Robespierre, tratavam como algo quase divino. Virtu, como chamavam, era muito mais do que a simples definição de moral individual. Todos esses nomes citados, morreram acreditando que uma sociedade democrática era baseada em indivíduos que tinham a virtu, pois apenas através das virtudes, a democracia iria se impor sobra a tirania dos déspotas - no caso francês na pessoa de Luis XVI. O poeta inglês foi muito feliz com seus dizeres, mas deve-se ter atenção, pois quando alguém da altura histórica de William é mencionado, devido o alto grau de refinamento nas palavras, estas, podem sair distorcidas. Experiência de vida, não significa experiência de curriculum, mas foi na batida desse som que Lula entrou no palácio do Planalto e por lá ficou. Agora, o que a virtude dos deputados revolucionários franceses e as escritas do poeta inglês Shakespeare tem a ver com os políticos brasileiros ? Em especial os que estão no poder ? 

Lula que está no poder há oito anos - por conta de pleitos vencidos democraticamente  - quer porque quer permanecer no poder, ainda que não pode-se dizer a "todo e qualquer custo", ainda. Mas já tem seus planos para o futuro da nação, mesmo sabendo que não será ele quem estará no poder.  Virtude ? Experiência ? Não, nada além da sede de poder que sempre norteou os esquerdistas do PT. É bom lembrar que quando Lula e seus companheiros tiveram a brilhante idéia do terceiro mandado, só tiraram o cavalinho da chuva pois a chiadeira foi demais para seus ouvidos marxistas. E agora usa do aparato democrático para dar continuidade aos seus ideais que vão desde ser o líder de toda a américa latina até transformar o país em uma filial de Cuba, no caso tamanho família e indícios para isso não faltam de que pelo menos a semente já tenha sido plantada. Dentro desse contexto, surge Dilma Rousseff, que até então não estava nos planos para o Planalto - o nome certo era o de José Dirceu, mas para deleite da oposição, havia um Roberto Jefferson no meio do caminho de Zeca Diabo. Tendo uma Dilma na mão e uma idéia na cabeça, os petistas desembarcaram em Madri, tendo Dilma já como candidata oficial, é bom lembrar, para fazer fotos com o primeiro ministro espanhol José Luiz Zapatero que serão usadas na campanha eleitoral da sogra do Brasil. 
Dilma, como não tinha nada melhor para falar ou para ablar disse que o sucesso de Lula, também é o seu sucesso.  Algo nada virtuoso para quem pleiteia o cargo mais importante do país e que além de desmerecer os conceitos de Robespierre, desacredita também as idéias de Shakespeare, pois dona Dilma, pode ter idade, mas está muito longe de ter a experiência necessária para governar uma nação, seja ela virtuosa ou não.
O simples fato de ter mencionado explicitamente que já pegou carona no sucesso do atual presidente, mostra que dona Dilma não tem nem projeto, nem passado, mas luta para ter um futuro como a primeira pessoa do sexo feminino a ocupar o cargo máximo no país - como se isso fosse justificável para dar-lhe vantagem sobre os demais canditados. 


A partir dessas informações pode-se analisar que o sucesso de Lula é pertinente para Dilma angariar votos e bater no peito - perfeito. Mas e os fracassos de Lula ? Também servem de parâmetro para a candidata de esquerda ? Lula, nesses oito anos em que está no poder, não obteve apenas glórias - a maioria vinda dos fatores econômicos da receita de bolo que o ex-sindicalista copiou de Fernando Henrique, bem como alguns dos mais festejados projetos assistenciais como o "Bolsa Família", antes denominado de "Bolsa Escola". Lula retém em sua estante várias derrotas e nesse caso a maioria delas derivam das vezes em que Lula e demais comunas tiveram que voltar atrás em tentar impor suas idéias marxistas, fidelistas, chavistas e por aí vai. Vejamos:

  • Lula tentou diversas vezes criar uma "agência reguladora de notícias" para dar fim e cabo à imprensa nacional
  • Lula tentou jogar na roda a idéia do terceiro mandato, copiando o seu amigo esquerdista  Hugo Chaves
  • Lula tentou abafar o caso do Mensalão, tirando o seu da reta, ao dizer que não sabia o que estava acontecendo.

Aqui não vemos a dona Dilma entrar na sala e bater no peito dizendo: "Companheiros, hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás". Aqui quando as ondas do fracasso escondem o luar das glórias lulistas, a candidata do PT faz vistas grossas. Ou seja, para garantir votos o Lulinha paz e amor serve mas só para isso e mais nada. Lula, aquele mesmo que descaradamente diz ser o principal cabo eleitoral de Dilma, o que apenas para refrescar a memória, é um ato que vai contra a Constituição tem absoluta certeza de que o pleito que se aproxima já está ganho e que assim sendo ele terá mais quatro lindos e vermelhos anos para dar continuidade à construção de seu feudo, tendo Dilma como sua mais importante marionete.

Aguardemos para mais páginas dessa história, onde o bobo é rei. Onde a rainha é a boba, onde os poderes não pertencem ao mago Merlin, mas sim ao rei bobo. E onde os súditos tem que abaixar a cabeça para tudo isso. Porque em um país que se vê como um grande campo feudal - que as vezes parece um campo de concentração, nem as palavras sábias de William com sua vasta experiência e nem as virtudes de Robespierre e cia, podem dar fim a tanta falta. Falta de virtude e experiência.

sábado, 3 de julho de 2010

Empate II mas com tons de verde

Em nova pesquisa eleitoral realizada na virada entre os meses de junho e julho, desta vez pelo instituto Datafolha, os presidenciáveis - agora oficializados em suas candidaturas - José Serra pelo PSDB e Dilma Rousseff pelo PT continuam empatados (39% e 38% respectivamente) a outra candidata, Marina Silva pelo PV detem 10% para o pleito. Parem, leiam, e analisem com mais calma o atual cenário pois da forma que está, no segundo turno quem decidirá entre tucanos e petistas serão os eleitores verdes de Marina, Penna, Gabeira e por aí vai. 
Em uma disputa tão fechada e marcada voto a voto como será essa que se aproxima para saber quem será o novo cacique da tribo bralisis, o eleitorado de Marina Silva será o mais importante, haja vista que os eleitores de Serra e Dilma deverão ser os mesmos nos dois turnos. E aí temos uma grande ironia. Primeiramente o PV vende-se como um partido de esquerda moderada - moderadíssima na verdade. O PT é de esquerda, o PSDB de direita - ambos quase de centro. O PV que não tem tanto palanque como PMDB, DEM (PFL) e PTB não quis fechar acordos com PT nem PSDB - os quais podem ser considerados os partidos mais importantes atualmente, mas como gente grande lançou candidatura própria à presidência da república, na pessoa de Marina Silva - petista histórica, é bom que se mencione. Marina foi uma das cabeças que se não rolaram no início do governo petista há quase oito anos a exemplo de Eloisa Helena e Chico Alencar, ficaram para segundos ou até terceiros planos e escalões dentro do partido, simplesmente por terem acreditado na ideologia sempre utópica mostrada pelos esquerdistas da estrela vermelha.
Marina, ex-ministra do meio ambiente e ex-senadora pelo Acre terá em meio a uma biografia que é mais conhecida e respeitada no exterior do que no próprio país a vez de ajudar a decidir o futuro da nação pois seus atuais dez por cento de votos colocarão um tucano ou uma petista no palácio do Planalto.

Agora, como a obra-prima de Rodin, pensemos: Marina Silva era petista. Saiu pela porta dos fundos depois de deixar a pasta de Meio Ambiente falando sozinha. Filiou-se ao Partido verde, diferentemente de outros ex-petistas que fundaram o PSOL. Decisão totalmente compreensível, afinal Marina sempre foi uma petista histórica, nunca histérica, sem levar em consideração gritante que pela sua história, Marina sempre foi mais ambientalista do que esquerdista. Marina sempre preferiu as árvores amazônicas do que as idéias do  "Capital" de Karl Max, acredita-se também que no topo de sua lista negra esteja o ex-governador do Mato Grosso Blairo Maggi, conhecido por destruir a floresta tropical para dar lugar para a sua soja e não algum sociólogo que ajudou a botar o país nos trilhos econômicos.
Dado tais fatos e cenários pode-se argumentar que tanto Serra quanto Dilma já devem estar com suas mudas de palmeira nas mãos para só assim conseguir as bençãos  e os eleitores principalmente, da verde e até então sem muita clorofila no cenário tapuia, Maria Silva. 

Verde, como sabe a cultura popular é a cor da esperança. Agora só falta saber: Esperança de dias novos de quem sabe que "o Brasil pode mais" ou a Esperança de "nunca antes na história desse país" ?
Aguardemos pois, enquanto isso, plante uma muda de alguma coisa e não jogue lixo nas ruas.


domingo, 27 de junho de 2010

Hemorragia interna

Em "Coração Valente" épico do cinema dos anos noventa, que retrata o início da revolução escocesa para se libertar do poderio inglês há um diálogo curto, porém marcante entre o Rei Edward e um de seus ministros. Nessa pequena conversa o rei pergunta retoricamente: "Sabe qual é o problema da Escócia ? O problema da Escócia é que ela está cheia de Escoceses". Nos dias tapuias em que vivemos, essa pergunta poderia ser reformulada da seguinte forma - retórica também. "Sabe qual é o problema do PSDB ? O problema do PSDB é que ele está cheio de tucanos." Tucanos que sabem como poucos grupos dentro de um partido a forma tão precisa de como perder tão bem eleições presidenciais e isso vem desde 2002, quando perdeu o palácio do Planalto para o PT de Lula ou seria o Lula do PT ? Bom agora isso não vem ao caso. 
Os tucanos desde a tentativa totalmente frustrada de eleger um sucessor de Fernando Henrique, na época na pessoa de José Serra, em 2002 mostrou uma tendência fortíssima de conseguir enfiar os pés pelas mãos - ou no caso, as patas pelas asas - já que estamos falando de uma ave.  No pleito que elegeu Lula, Serra praticamente era uma voz clamando sozinho no deserto - embora essa imagem esteja mais ligada a São João Batista. Há quem diga até hoje que Serra fora abandonado propositalmente pelos grão-tucanos para que assim o caminho estivesse livre para a esquerda. Mas independente de acordos que resvalam em teorias da conspiração, o fato é que os tucanos não emplacam uma boa campanha eleitoral desde então. Haja vista que quatros anos depois, em um intervalo de tempo onde viu-se de tudo em Brasília, desde casas do terror, passando por amantes de senadores que saem nuas em playboys da vida e assistindo a irmãos de deputados do primeiro escalão petista que são detidos em aeroportos com dólares na cueca sem nos esquecermos do famoso Mensalão - que Lula jura de pé junto nunca ter existido, mas que abalou profundamente o governo e que fez cair muitos nomes fortes. Pois bem, nem mesmos todos esses fatos - que são os mais marcantes da época, deram impulso para a tentativa de eleger Geraldo Alckmin em 2006, que na época era chamado apenas de Geraldo, uma das "brilhantes" peças publicitárias do tucanato para deixar o candidato com mais cara de povão. Na verdade, o que se viu foi outro vôo solo e breve.
Agora para as eleições de 2010, que ainda nem começaram diga-se, o filme começa a se repetir ainda nos trailers, ou seja já no início -  o filme e as rachaduras dentro do partido. Primeiramente foi a disputa para ver quem seria o pré-canditado a pré-canditado para disputa eleitoral, Serra ou Aécio Neves, governador de Minas Gerais - que apenas para nos lembrar-mos é o segundo maior colégio eleitoral do país. Serra venceu e a racha já estava formada. Com o nome do candidato a presidente resolvido o PSDB passou a ter outro problema que até o momento foi o mais barulhento e desgastante para os tucanos. Com Serra candidato, quem seria seu vice ? Aécio seria o nome mais forte para a tentativa de uma "chapa puro-sangue", onde tanto o candidato a presidente como seu vice seriam tucanos. A outra solução seria realizar-se coligações principalmente com o PFL, quer dizer, com o Democratas, os quais nomeiariam o vice de Serra. Assim como o PT fez com o PMDB escolhendo Michel Temer para vice de Dilma e como os próprios tucanos fizeram no passado.
  • A chapa puro-sangue tucana desagrada a todos os outros partidos que irão apoiar o PSDB na empreitada - tais como PTB (de Roberto Jefferson), e o Democratas, que é nesse montante de siglas o partido mais forte. Uma chapa 100% tucana, pode gerar problemas de ordem geográfica, já que não é novidade o partido não ter tanta força em algumas regiões como o nordeste - região que colaborou e muito na reeleição de Lula em 2006.
  • Uma chapa tendo um vice de outro partido seria mais aceitável, pois daria mais força para os tucanos - afinal andorinha só não faz verão que dirá um tucano. E até mesmo pelo ponto de vista do poder. Dividir o poder sempre é mais salutar para a democracia.


Mas parece que o PSDB quer bancar o partido ariano e esta semana soltou a informação - não confirmada por Serra, vejam só, de que o vice seria o grão-tucano Álvaro Dias, atual senador pelo Paraná. Uma pessoa pública em um estado que Serra já tinha antes do anúncio a maioria dos votos, conforme pesquisas recentes. Parece que o PSBD quer ganhar onde já está ganho, ou seja, está chovendo no molhado. 
Observando sob o ponto de vista estratégico - dividir para conquistar - seria a melhor atadura para essas hemorragias que vem desde sempre fazendo o partido perder força. Já que os teimosos bicudos querem uma chapa somente sua, deveriam ter confiado o cargo de vice para algum nome onde o candidato tem menor potencial de voto: leia-se no norte ou nordeste. O que no caso poderiam se pensar em nomes como Arthur Virgílio, senador pelo Amazonas e líder do partido no Senado ou o presidente nacional do partido e péssimo coordenador de campanha, Sérgio Guerra, senador por Pernambuco.
Mas parece que esses nomes não interessam muito, parece até que o PSDB faz questão de perder as eleições nos estados dessas regiões - e que é bom explicar - são regiões que votam maciçamente no PT de Lula, Dilma, Jackes Wagner e por aí vai.

As pesquisas atuais já dão à Dilma vantagem nas pesquisas. Disso pode-se tirar duas conclusões. O efeito de suas aparições na mídia, impulsionada é claro por seu super-cabo eleitoral, o presidente Lula. A outra conclusão que pode ser analisada é que as brigas internas do PSDB já estão surtindo efeito - ou seja  o placar já registrou os gols contra que o partido fez questão de marcar.

Agora, para não perder mais este pleito que se anuncia e principalmente não perde-lo de barbada os tucanos terão de fazer muitos voos unidos, assim como fazem os patos, para que assim mais uma vez Serra e seu partido não sejam o pato da vez e deem assim mais quatros anos de poder para a esquerda.

domingo, 20 de junho de 2010

Os três Jotas e um dê

Essa semana tivemos as duas últimas e principais candidaturas à presidência da república oficializadas. Dilma Rousseff pelo PT e candidata da situação e José Serra, pelo PSDB, candidato da outra parte, a oposição, ou seja a parte que nos cabe. Mas devido ao barulho das vuvuzelas, essas notícias, que "nada tem de relevante", passaram pelo mesmo tom por nossos noticiários.  Agora é oficial, agora não tem mais volta. Em Outubro, saberemos qual o rumo que o país tomará para as próximas décadas e principalmente quais serão os relatos que teremos nos livros de história - isso avaliando a um longuíssimo prazo.
Com esse cenário atualizado, iremos aqui contar a história dos três Jotas e do um Dê. Sim, isso mesmo, pois em uma época em que as pessoas preocupam-se com as tecnologias renovadas em conceito do 3D nas telas de cinema e das casas, a real preocupação, dever ser dirigida a um outro conjunto de letras e números, traduzindo: J de James Hunter, J de Jan Carlzon, J de José Serra e D de Dilma Rousseff.

J de James: James Hunter, americano, é considerado atualmente um dos grandes papas da ciência da administração moderna. Com seu mega-seller O Monge e o Executivo, Hunter fez muitos administradores experimentados assim como estudantes que iniciavam sua jornada, refletir sobre o que é servir, sobre o que ser um líder. Porém, o livro fica no devaneio. Uma obra gostosa de ser lida, mas com gostinho de festa de criança que acaba as oito da noite para não atrapalhar os condôminos. Muito utópico, não reflete em nada a vida real e dura das administrações que todos tem de vivenciar, seja no comando de uma empresa, de uma escola, de um lar ou qualquer outro lugar ou situação. Basicamente, a idéia de James é transmitir a mensagem do líder que serve - ao melhor estilo Ghandhi, ou ao melhor Jesus Cristo. Mas a mensagem geral não é lá muito católica, como se diz no popular não enquanto da transferência do papel para a prática. E como todos os sonhos, é sempre lindo, como todos os planos que ficam apenas nos planos beira a perfeição.

J de Jan: Jan Carlzon, sueco, é a antítese prática de Hunter. Ex-presidente de uma empresa de aviação dinamarquesa nos anos oitenta, Jan revirou o mundo executivo na prática ao implantar o seus sistema de "inversão da pirâmide" onde todos devem ter o poder de decidir e de servir: "do presidente ao servente" sem nenhuma exceção. Pois, de acordo com Jan, quem está na linha de frente da batalha é quem deve ter também o poder nas mãos, na hora de uma decisão. Ou seja, falando em "administres" a parte operacional de uma empresa ou instituição é quem deve dar as cartas quando surgem os incêndios. Jan fez nos anos oitenta o que James diz que devemos fazer hoje, mas sem exemplos concretos. Jan com seu best-seller A Hora da Verdade, tornou-se um dos grandes mentores do pensamento acadêmico e prático da administração moderna, mas o fez lá atrás, em uma época em que a tecnologia de hoje, nem era pensada por assim dizer.


Esses autores, tem em comum, os seus pensamentos deixados para a administração moderna, serão, ambos, estudados e lidos durante muito tempo, suas obras acrescentaram intelectualmente para a academia e mudaram algumas cabeças que atuam na área. O primeiro com a teoria, o segundo com a prática comprovada das ações. Mas que relação eles tem como nossos presidenciáveis ? Algumas:



J de José Serra: Político experiente, já foi, deputado, senador, ministro, prefeito da maior cidade do país e governado do estado mais rico. José nessa análise, é a personificação de Jan Carlzon. José é a pratica aplicada e bem resolvida da vida pública. Assim como Jan, mostrou-se preparado para lidar com as situações na prática, indo da carteira de trabalho com o FGTS, aos remédios genéricos. José, não é sonho, utopia ou teoria, José, é fato.


D de Dilma: Burocrata. Dilma pode ser adjetivada desta maneira. Pois em sua biografia política ela apenas burocratizou. Não comandou, foi ministra e nada mais, o que para o cargo que pleiteia, não é o suficiente. Dilma nesse caso é o James Hunter, de Brasília. Apenas na teoria, nunca na prática. James carrega a utopia da servidão, Dilma do comunismo e da continuidade do projeto de manter o PT no poder.


Nessa análise do alfabeto da administração e do futuro do poder no Brasil, deve-se levar em consideração que o que está em jogo, é o futuro da nação e nesse caso deve-se considerar: sonho ou prática ? Utopia ou resultado ?
Nessa Hora da Verdade, chamada eleições, devemos sim sonhar com um Estado mais justo, correto e que beneficie o povo, mas isso só é conquistado usando a prática.













domingo, 13 de junho de 2010

Aquilo que é mais difícil

Existem diversas perguntas difíceis de serem respondidas, e há aquele jargão popular que diz que o que mata a pergunta é a resposta. Mas uma boa pergunta, certeira, precisa, pode muitas vezes salvar uma conversa ou uma entrevista. E agora me vem à mente uma pergunta bem difícil de se responder. O que é mais complicado ? Pronunciar corretamente o nome do presidente do Irã (Mahmoud Ahmadinejad) ou entender como alguém como ele chega e se mantém no poder ? O Irã sempre teve, desde os primórdios, uma relação conturbada com o poder e olha que estamos falando de um dos países mais antigos do mundo, citado até mesmo na Bíblia, mas com outro nome é claro. Mas aqui não iremos dar aula de história e sim tentar explanar a respeito dos absurdos antidemocráticos que MA sempre usou e nunca fez questão nenhuma de esconder. O presidente do Irã, país diga-se ultra religioso ou ultra islâmico, já carrega um fardo antidemocrático pesado, pois tudo o que é ultra, acaba indo na contra-mão da democracia. Estado deve ter religião ? É uma outra difícil pergunta, pois, ao impor ou expor uma determinada visão religiosa oficial o Estado imediatamente entra em choque com as outras religiões. E aqui entra o caso do Irã. O país possuí um líder que detem os poderes do Executivo no cargo de Presidente na pessoa de Mahmoud Ahmadinejad e tem um líder supremo ou religioso -  o aiatolá Ali Khamenei, que seria o papa dessa nação ou um quase rei, vamos assim dizer. Um cargo que daria as cartas acima do poder executivo eleito pelo povo. Vale lembrar que no caso de uma monarquia legítima como ainda existem em países como Inglaterra e Espanha a monarquia é constitucional parlamentarista e os reis e rainhas não intervêm de forma direta nas decisões do executivo, do judiciário e do legislativo, fato que nem sempre ocorre lá no Irã.

Mahmoud Ahmadinejad, a figura central desse narrativa é sem dúvidas de sombra alguém cheio de mistérios e é a pessoa pública nos dias atuais com a mente mais fechada (isso em diversos aspectos) e nebulosa que existe. Ele faz Vladimir Putin parecer fácil. Sim, Putin aquele ex-presidente da Rússia, hoje atual primeiro ministro que em oito anos no poder nunca, eu disse nunca, em um discurso mencionou a palavra democracia. Ta aí, alguém com essa postura consegue perder para Mahmoud Ahmadinejad. O presidente do Irã, conseguiu entrar para a história, ou para o seu lado sujo, ao desrespeitar totalmente verdades históricas como por exemplo negar não uma, mas quase sempre que o Holocausto existiu durante a segunda grande guerra ou ao ser reeleito num pleito que ninguém no mundo engoliu o resultado. Aliás, o mundo inteiro teve que engolir o resultado, porque na verdade ninguém aceitou a sua reeleição, marcada por violência contra seus opositores, fraude praticamente explícita do resultado e por aí vai. Parecia até uma das famosas eleições ao estilo Africano.
O presidente do Irã, hoje engloba a posição de “anti-amigo“ número um do mundo ocidental, já que a posição de inimigo público número um ainda pertence a Bin Laden.
Para continuar seus feitos, MA, quer porque quer desafiar a todos mantendo seu programa nuclear de enriquecimento de urânio, indo contra todos os protocolos, convenções e tratados que existem sobre o assunto.

O Mundo todo chiou quando MA começou com mais essa afronta. Quer dizer, com exceção de países como Coréia do Norte, Cuba, Afeganistão, Iemen e dois bobos da roda, que são Turquia e Brasil.  No caso turco pode-se acreditar que existe um viés financeiro, já que o país poderia por poderes legítmos mediar  o enriquecimento de urânio. Mas conseguir entender o que o Brasil e principalmente o presidente Lula estavam fazendo nesse miolo é tão difícil quanto soletrar o nome do responsável por mais essa dor de cabeça. O País de fato enfiou os pés pelas mãos e foi claramente usado por Washington, como foi verificado posteriormente por uma carta de Obama enviada a Brasília, onde em seu teor, o presidente Norte-americado pede a ajuda brasileira - nesse caso não para encerrar o problema como tentou vender Lula, mas sim para dar recados. Ou seja o presidente do Brasil é o office-boy da Casa Branca, diga-se.
Mas, voltemos ao contexto principal. A democracia nas mãos de Mahmoud Ahmadinejad e seus aiatolás simplesmente não existe e governa-se como se a humanidade estivesse ainda no século XIV ou algo assim. ONU, OTAN e siglas mais não tem tido muita utilidade e destreza para barrar o desenvolvimento do que claramente tornou-se uma  nova ditadura no mundo, um Saddan Hussein da década, em uma década que a democracia não tem tido muito mais altas do que baixas.


E, se isso fosse uma pergunta, essa sim seria fácil de responder.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

E a Corrupção ? Alguém viu ?

Por esses dias, li e concordei com o artigo de um jornalista. O que está deliberadamente faltando nos debates e no cenário político tapuia é a critica sobre a corrupção. Não se ouviu e nem se falou mais sobre a dita cuja. Fala-se sobre tudo em nossa política: desde acordos nucleares internacionais até as novas cadeirinhas para crianças nos carros. Mas o mais importante, o mais vil e débil inimigo da democracia está, há muito tempo na sombra - e na água fresca, pode apostar.
E nesse caso, não estamos falando dos temas que devem ser abordados nas sabatinas e debates dos presidenciáveis. Desde que o ex-governado do DF, foi preso no escândalo dos panetones e maços de dinheiro em meias, a corrupção não tem frequentado as capas dos jornais e as manchetes nos telejornais.
Não podemos medir o que é mais prejudicial para uma nação: não falar, denúnciar e destronar a corrupção, como se ela não existisse ou não falar sobre democracia direta, também fingindo que a mesma não passa de folclore. Os expedientes dos partidos como dito anteriormente falam muito sobre seus grandes feitos, mas defender a democracia, a força máxima adquirida através dos tempos pela humanidade, não tem sido pauta dos mesmos. A democracia é e sempre deverá ser tratada como a menina dos olhos de um povo e não ficar escondida como se fosse um tabu falar sobre ela. Mas atentemo-nos a corrupção ou a falta dela, no caso. E nisso devemos abrir uma linha do tempo, pois ela a cá chegou junto com as caravelas portuguesas.
A corte Portuguesa, fugida as pressas de Lisboa em 1808, trouxe inúmeros benefícios para o País, como a abertura dos portos, a criação dos correios, mas também trouxe nessa administração frutas podres que aqui se multiplicaram. A corrupção brasileira, passou pela Monarquia, pelo golpe militar e pela república - seja ela, nova ou velha.
E chegamos a 2010, ano eleitoral, época pela qual passaram pelo poder tanto a direita como a esquerda, ambos tendo oito anos para mostram do que eram capazes de fazer. 
Fizeram algumas coisas, sim, principalmente no âmbito econômico e consequentemente no social, sendo isso paternalista ou não. Mas pouco para não dizer nada, fizeram para combater a corrupção. Exceção deve ser delegada ao ex-presidente Fernando Henrique que criou a lei de responsabilidade fiscal onde todos os municípios e estados devem prestar contas a União de seus gastos. Parou aí. Desde então, a estrada pendeu para uma ribanceira sem fim.
E existe uma explicação muito razoável para isso. A Justiça é cega e no nosso caso também é surda e principalmente muda. Não existem formas legais, ou seja amparadas por lei, que impeçam a roubalheira, a corrupção e todos outros adjetivos que vem ao caso. A lei existe ? Sim. Mas não é aplicada. Se verificarmos os tantos Códigos que existem, a nossa sociedade é perfeita. No caso deles serem aplicados é claro, o que não acontece.
O PT frustrou muitos e muitos partidários de suas ideologias, quando no primeiro mandato do atual presidente da república veio a tona um dos mais absurdos e graves casos de corrupção que já existiu. O chamado Mensalão, onde o PT colocou no bolso, legisladores e parlamentares da situação para poder fazer passar pelas formas corretas as leis que lhes seriam úteis para aprovação. O presidente após a passagem desse furacão que varreu de cena  nomes importantes do partido e possivelmente importantes para os efeitos de permanência no poder (leia-se sucessão presidencial), disse a todos que simplesmente não sabia de nada. E assim permaneceu no poder, podendo tranquilamente disputar outra eleição, que para tornar tudo mais nebuloso venceu e diga-se, venceu fácil.
Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito por voto direto, após vinte anos de regime militar foi deposto por muito menos, para ser preciso, foi deposto porque não soube explicar a origem de uma Elba. E lá, naquele início dos anos noventa estava o PT, fazendo total oposição aquela situação, dizendo-se o partido mais íntegro que já houvera. O que o tempo e o poder não fazem, não é mesmo ?
Dado esse refresco na memória, voltemos ao cerne do texto.  Até o presente momento, nenhum dos três candidatos ao principal cargo da Nação atreveram-se a tocar no assunto. E aí o BOD pergunta. Por qual motivo, causa, razão ou circunstância ?
A impresa, ou parte dela que também está nas folhas de pagamento de alguns políticos, ajuda e muito, afinal é o quarto poder, o mais livre de todos, que deveria ter a obrigação de fiscalizar os outros três, mas prefere falar de outros assuntos a cutucar com veemência todos aqueles que almejam o poder.
E assim a vida segue, sem falar no mais importante de tudo. 


Isso é como um cirurgião que se forma, mas nunca tocou em um bisturi. Ou um advogado que nunca enfrentou um julgamento.
Isso é um policial que vai as ruas mas nunca portou uma arma de fogo. Ou um professor de história ministrando química no laboratório do colégio.
Isso é um carro sem freio, numa ribanceira chamada Brasil, país de todos, logo ali no cruzamento com a avenida ordem e progresso.
Isso vai contra aquela famosa música. Se gritar: Pega ladrão, nesse caso, ninguém precisa sair do lugar.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A triste Pátria das chuteiras


A cada quatro anos, o mundo inteiro, ou sua maior parte, pára quase literalmente para assistir ao que muitos consideram “o maior espetáculo da terra”, a conhecida Copa do Mundo de futebol, ou simplesmente, a Copa.
Porém, esse fenômeno quadrianual, tem um (des)sabor diferente em nosso país. Aqui, nessas terras em que se plantando tudo dá, o ano é diferente desde janeiro. Acabam os fogos de um ano e já começamos o novo ano com basicamente um assunto, a copa. Dizem os especialistas no assunto que o Brasil sempre é favorito e que apenas nesse interessante ano o brasileiro torna-se patriota e é aí que mora o problema.
O futebol é sem dúvidas, o esporte onipresente em praticamente todas as culturas, desde os ingleses bebedores de chá, pais do esporte, até os americanos comedores de hambúrgueres. Daí, nós, comedores de feijoadas, não poderíamos ficar de fora. Ainda na analogia gastronômica, o Brasil se casou com o futebol e vive um caso de amor mais “romântico” do que o clássico de Shakespeare, Romeu e Juilieta, ou o doce de queijo branco com goiabada batizado com o mesmo nome desse épico da literatura da terra da rainha. 

Casou-se tão bem, que se esqueceu de viver outras virtudes de uma nação. A democracia, a ética e por aí vai. O Brasil, que sempre teve uma história política conturbada nunca flertou com ardente paixão com esses requisito básicos. Desde a Corte Portuguesa que aqui aportou fugida das guerras napoleônicas até os dias de hoje, em pleno século XXI, onde o apogeu da democracia teórica  ocorreu quando “um homem vindo do povo” ascendeu à presidência, há oito anos.
O ponto nasce na falta de patriotismo histórico e ganha força na falta de justiça, outro fator histórico. Aqui, nessa terra em que se plantando tudo dá, inclusive bandidagem, ladronagem e falta de ética e justiça, somos um país de chuteiras, quando deveríamos ser um país de diplomas sérios.

A vinda da esquerda ao poder  apenas acentuou esse grande problema. Temos um presidente que ama usar jargões futebolísticos, mas pouco fala, sabe e pratica a plena democracia e a justiça. Ao contrário. Tenta há oito anos destruir todas as forças democráticas do país, a começar pelo judiciário, atropelando o legislativo e caçando a imprensa. Um presidente da república que gosta de falar de seleção, peso de atletas e afins, mas que também sempre aproveita a oportunidade para criticar seus críticos do jornalismo e para dizer em alto e bom som que não lê jornais e que definitivamente não gosta da imprensa brasileira. 
O presidente diz essas barbáries não para ressaltar a fama de analfabeto. A explicação é mais sombria do que parece. Ele menciona isso, pois a imprensa para ele, assim como para qualquer ditadura não é benéfica. Para um presidente que tenta por que tenta, transformar o país em seu grande feudo, jornalistas cobrindo dinheiro em cuecas, meias e ministras que dizem que devemos gozar, mancham o sonho de um Brasil, esquerdista, Marxsista, Cubanista, petista e principalmente Lulista.
Durante esses oito anos, Lula, teve apenas um mérito, manter a política econômica de seu antecessor. E claro que em um médio espaço de tempo, essa política aplicada quase como uma receita de bolo da vovó, rendeu ao país frutos maravilhosos. Deu-nos um poder aquisitivo, e um lugar ao sol, nunca antes visto na história, como o próprio Lula sempre diz. Mas os louros acabam aí.
Porque mesmo com o crescimento econômico e financeiro que vivemos, o país continua sendo o país das chuteiras e nada mais. Triste assim. Não somos o país da potência econômica como o são Inglaterra e Estados Unidos. Não somos a potência industrial como o são Alemanha e França, ou do intelecto como também são essas grandes nações soberanas, democráticas e com imprensa livre. Somos o país das chuteiras que a cada quatro anos, deixa essas potências mundiais de boca aberta e olhos arregalados nos gramados mundo afora e nada mais. Triste assim.

Quem sabe daqui a quatro anos, com o maior espetáculo da terra, em nossas terras, aquelas em que se plantando tudo dá já tenhamos colhido frutos para nós o povo, mais benéficos como justiça, saúde, empregos formais e principalmente diplomas sérios. Frutos, claro, de uma árvore chamada democracia. 

Esperemos, pois.