domingo, 18 de dezembro de 2011

Vida e Luz

Ohh vida minha. Quantas vezes sou um peso pra ti. Oh vida minha quantas vezes és um bálsamo para esta pobre alma velha que insiste em percorrer os caminhos que tu me das neste mundão sem porteira de meu Deus.
O que podemos esperar da vida sempre é e será uma grande pergunta. Queremos tudo, pois achamos que devemos ter tudo. Muitas vezes achamos que devemos ser também.
Neste caminho encontramos pessoas, situações, fatos e atos, bons e ruins. 


A vida, nos proporciona muitas coisas, nos dá diversos caminhos e nos contratos sociais que assinamos ao viver, temos de escolher entre os quais percorrer. Ela, nos dá caminhos fáceis que inúmeras vezes possuem curvas esburacadas e sombrias. Igualmente temos estradas que nos conduzem a vales lindos de vida e verde.


Mas num repente, muitas vezes, mais pela dor do que pelo amor, descobrimos que no fim desta estrada existe uma luz. E apenas esta luz está conosco no sempre, nem no pretérito e nem no futuro, mas no sempre. Realmente, tudo passa: as pessoas, os lugares, os sentimentos, mas somente Tu Senhor permanece. Permanece nos lindos vales, mas também nas estradas sombrias..


E nestas estradas Senhor, onde nunca falamos de Ti, neste silêncio mortal, Tu gritas. No silêncio Deus grita.. Ruge como um leão sedento. Sedento não de fome ou sangue, mas ruge para nos acordar. Na dor, displicentes humanos que somos olhamos para esta Luz. E cegos que somos por natureza, enxergamos que apenas Tu permanece.


Antigo mas tão novo, antiquado mas tão moderno. Luz bela, luz que ascende nossas vidas, neste vale de morte e podridão que tantas vezes vivemos.
Beleza sem fim a tua, que nós não percebemos, justamente nós humanos que caçamos a beleza como a mais primordial das coisas. Seria engraçado se não fosse irônico. Tão tarde te amei ó beleza infinita, imutável.


A vida que segue, só é vida quando estamos perto do pastor. Ovelhas negras e tristes que pastam à toa, sem sentido, sem norte...
Nesta vida, a única vida que permanece é a tua. E como não vemos esta luz, o Senhor, paciente e bondoso, nos fez ver-se humano. Pobre, perseguido, humilde. Assim nasceu o Rei. Sem cetro, coroa ou trono. Sem ouro, pompa, circunstância ou corte. Rei de todos, rei nosso. Somos sim teus súditos, teu exército, teus operários nesta messe infinita, tuas ovelhas. 


Nos deu a sua vida, em Cruz, corpo, sangue alma e divindade. Luz infinita és tu verdadeiro Rei, certos de que tu é a luz eterna, a chama que jamais se apaga.


Porque somente Tu permanece sempre.



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